Bengaluru (Índia) – Bastaram 20 minutos de apresentação para que o investidor norte-americano Lachy Groom decidisse colocar US$ 20 milhões na Pronto, startup indiana de serviços domésticos sob demanda fundada em 2025 por Anjali Sardana, de 24 anos.
O aporte, fechado em fevereiro e concluído em poucas semanas, foi configurado como extensão da Série B e elevou o valor de mercado da empresa para US$ 200 milhões – o dobro do registrado pouco mais de dois meses antes.
Fundadora e histórico
Antes de criar a Pronto, Sardana trabalhou no Bain Capital e no fundo de venture capital 8VC, experiência que, segundo ela, ajudou a moldar a visão de negócio para organizar a mão de obra doméstica do país.
Conexões e decisão do investimento
A reunião entre Groom e Sardana foi intermediada por Paul Hudson, fundador da Glade Brook Capital, durante viagem da empreendedora a São Francisco. Hudson já investiu tanto na Pronto quanto na Physical Intelligence, empresa da qual Groom é cofundador.
Groom afirmou ter se interessado pelo objetivo da Pronto de construir “a maior plataforma do mundo para estruturar o trabalho doméstico”, elogiando a execução da equipe em um setor que, segundo ele, exige disciplina operacional rara.
Mercado aquecido e competição acirrada
Relatório do Bank of America projeta que o segmento de serviços domésticos instantâneos na Índia pode movimentar entre US$ 15 bilhões e US$ 18 bilhões até 2030. As principais concorrentes são Snabbit e InstaHelp (da Urban Company), cada uma com cerca de 40% de participação; a Pronto detém aproximadamente 20%.

Imagem: Internet
Com capital abundante e preços agressivos para atrair novos usuários, a expectativa é de que o setor permaneça deficitário pelos próximos dois a três anos.
Crescimento da operação
No último mês, a Pronto saltou de 18 mil para 26 mil reservas diárias. Os 10% dos clientes mais frequentes respondem por cerca de 40% das solicitações. Para atender à demanda, a base de prestadores passou de 1.440 em janeiro para 6.500 atualmente, mas a oferta ainda fica atrás da procura, tornando previsão e gestão de capacidade os principais desafios, segundo Sardana.
Com informações de TechCrunch







