Projeto World, de Sam Altman, amplia verificação de identidade e chega ao Tinder

Em um evento no espaço The Midway, próximo ao píer de São Francisco, a Tools for Humanity (TFH) detalhou na sexta-feira (17) a nova fase do World — plataforma de verificação digital criada por Sam Altman. A empresa anunciou integrações com aplicativos de namoro, sistemas de venda de ingressos, ferramentas corporativas, e-mail e outros serviços online.

“O mundo está perto de ter IAs muito poderosas. Haverá mais conteúdo gerado por máquinas do que por pessoas, e precisamos saber quando estamos lidando com um humano”, afirmou Altman diante do público. O executivo limitou-se a uma breve fala; o cofundador e CEO da TFH, Alex Blania, não compareceu por conta de uma cirurgia na mão, explicou Altman.

Como funciona o World ID

Ex-Worldcoin, o projeto utiliza um dispositivo esférico chamado Orb, que escaneia a íris do usuário e converte a imagem em um identificador criptográfico anônimo — o World ID. A tecnologia baseia-se em provas de conhecimento zero para confirmar que há uma pessoa real por trás de cada conta, sem expor dados sensíveis.

Chegada ao Tinder e novos parceiros

Tiago Sada, diretor de produto do World, apresentou a versão mais recente do aplicativo e confirmou a primeira grande integração: o Tinder. Após um piloto realizado no Japão em 2025, o selo de verificação World ID será exibido em perfis autenticados da plataforma de encontros em diversos mercados, incluindo os Estados Unidos.

Outra novidade é o Concert Kit, solução que reserva lotes de ingressos exclusivamente para usuários verificados, combatendo a ação de cambistas e bots. O kit é compatível com Ticketmaster e Eventbrite e já conta com parcerias com as bandas 30 Seconds to Mars e Bruno Mars para turnês futuras.

Recursos para empresas

A TFH também revelou integrações com o Zoom, para reduzir riscos de deepfakes em reuniões, e com o DocuSign, garantindo que assinaturas eletrônicas sejam feitas por pessoas reais. Em colaboração com a Okta, a companhia testa em fase beta o recurso de agent delegation, que atrela um World ID a um agente virtual, permitindo que sites confirmem que há um humano por trás das ações.

Projeto World, de Sam Altman, amplia verificação de identidade e chega ao Tinder - Imagem do artigo original

Imagem: Getty

Escalonamento da verificação

Para facilitar o cadastro, a World amplia a distribuição de Orbs em Nova York, Los Angeles e São Francisco e oferece a opção de levar o dispositivo até locais solicitados pelos interessados. Sada explicou que há três níveis de verificação:

  • Alto – escaneamento de íris no Orb;
  • Médio – leitura anônima do chip NFC de um documento oficial;
  • BaixoSelfie Check, que processa a imagem no próprio aparelho do usuário para preservar a privacidade.

Segundo a TFH, desenvolvedores podem escolher o nível adequado ao grau de segurança exigido. Ainda que selfies possam ser enganadas, a empresa diz ter implementado “um dos melhores sistemas disponíveis” contra fraudes, reconhecendo, porém, que há limitações.

Com a nova rodada de parcerias e a diversificação de métodos de autenticação, o World busca acelerar sua adoção e oferecer uma “prova de humanidade” em um cenário dominado por agentes automatizados.

Com informações de TechCrunch

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