O cofundador do LinkedIn e investidor de risco, Reid Hoffman, defendeu o acompanhamento do consumo de tokens de inteligência artificial pelos funcionários como forma de estimular a experimentação interna com a tecnologia. A declaração foi feita durante o World Economy Summit, organizado pelo Semafor, poucos dias depois de a Meta ter desativado seu painel interno de “tokenmaxxing” após o vazamento de um ranking de uso de IA para a imprensa.
Um token de IA é a menor unidade de dado processada por um modelo de inteligência artificial ao interpretar um comando e gerar uma resposta. Os tokens também servem de base para calcular custos e volume de utilização de serviços de IA. Em empresas de tecnologia, o termo “tokenmaxxing” tem sido usado para descrever a prática de ranquear colaboradores segundo a quantidade de tokens consumidos, entendendo esse valor como um indicativo de engajamento com ferramentas de IA.
No entanto, a métrica é alvo de controvérsia no Vale do Silício: engenheiros questionam se o volume de tokens gastos reflete produtividade ou se apenas premia quem gasta mais recursos. Reportagens sobre o painel da Meta, por exemplo, provocaram discussões nas redes sociais entre críticos e defensores do modelo.
Argumentos de Hoffman
Em sua participação no evento, Hoffman afirmou que monitorar o gasto de tokens pode ser uma “boa referência” para medir a adoção de IA, embora não represente por si só um indicador perfeito de produtividade. “Você deve ter pessoas de todas as áreas engajadas e experimentando [IA]. É útil observar quanta utilização de tokens está ocorrendo”, declarou.
Ele destacou que parte do consumo pode ocorrer de maneira “aleatória ou exploratória” e que, por isso, o acompanhamento deve vir acompanhado de uma análise sobre o que cada equipe faz com os tokens. “Alguns experimentos falharão, e tudo bem. O importante é manter um ciclo contínuo com grande variedade de pessoas usando a tecnologia ao mesmo tempo”, completou.

Imagem: Internet
Rotina de checagens semanais
Hoffman sugeriu às companhias que pretendem avançar em suas estratégias de IA que integrem a tecnologia a toda a organização e promovam reuniões regulares para compartilhar resultados. “Deve haver um ponto de verificação semanal. Não precisa envolver todo mundo o tempo todo, mas é fundamental que um grupo se reúna para discutir o que tentou de novo naquela semana, o que funcionou para produtividade individual, de equipe e da empresa, e o que foi aprendido”, explicou.
O debate em torno do “tokenmaxxing” ganhou força após a divulgação, em 8 de abril de 2026, de comentários nas redes sociais sobre possíveis efeitos da prática dentro da Meta, e voltou a ser pauta quando o Wall Street Journal publicou, em 14 de abril, reportagem questionando o uso da métrica.
Com informações de TechCrunch







