Clientes relatam vazamento de dados pessoais pela Trump Mobile

A Trump Mobile, operadora e fabricante de celulares que leva o nome do ex-presidente Donald Trump, está expondo informações de seus clientes, como endereços postais e e-mails, segundo relatos divulgados nesta terça-feira (20).

Os YouTubers Coffeezilla e penguinz0, que compraram o modelo dourado T1, afirmaram ter sido avisados por um pesquisador de segurança sobre a existência dos dados acessíveis na internet. “Infelizmente, meu endereço e meu e-mail estão entre as informações vazadas — praticamente tudo, exceto o número do cartão de crédito”, disse Coffeezilla em vídeo, aconselhando o público a evitar compras no site trumpmobile.com.

Ambos explicaram que adquiriram o aparelho apenas por curiosidade, sem intenção de apoiar os empreendimentos do ex-presidente. O pesquisador que encontrou a falha tentou alertar a Trump Mobile, mas não recebeu retorno. “Todos nós fomos recebidos com silêncio absoluto”, relatou penguinz0.

Os criadores de conteúdo preferiram não detalhar o método de acesso aos dados, alegando ser um procedimento “muito simples” e ainda disponível. Até o momento, a Trump Mobile não respondeu aos questionamentos enviados pelo TechCrunch.

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Segundo Coffeezilla, os identificadores exclusivos presentes no vazamento indicam cerca de 30 mil pedidos do T1, número inferior aos 590 mil pré-pedidos estimados no ano passado, quando foi cobrada uma taxa de US$ 100.

Anunciado no ano passado como “totalmente fabricado nos EUA”, o T1 enfrentou controvérsias desde o início. Reportagem da NBC News, que testou o aparelho nove meses após a data prevista de entrega, observou que o material de marketing passou a dizer que o telefone foi “desenvolvido com valores americanos”. Já o The Verge apontou que a bandeira estampada no dispositivo tem apenas 11 listras — possivelmente porque o logotipo “TRUMP MOBILE” serviria de 12ª — e que o design lembra um modelo da HTC lançado dois anos antes. O site 404 Media também relatou falhas no sistema de pedidos, que cobrava valores incorretos.

Até a publicação desta matéria, não há confirmação de correção da falha nem posicionamento oficial da empresa.

Com informações de TechCrunch

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