BMW Alpina confirma modelos elétricos a partir de 2027

A BMW Alpina lançará seu primeiro automóvel desenvolvido integralmente sob a direção do Grupo BMW em 2027. O novo veículo, baseado na Série 7 e identificado internamente pelo código G72, chegará inicialmente com um motor V8 a gasolina e, em seguida, ganhará uma versão totalmente elétrica.

A decisão de ampliar a oferta de propulsões foi detalhada por Maximilian Missoni – ex-chefe de design da Polestar e agora responsável pela área de Design de Midsize, Luxury Class e Alpina da BMW – durante uma mesa-redonda no Concorso d’Eleganza Villa d’Este 2026. Segundo o executivo, a estratégia da marca seguirá o conceito de “abertura tecnológica”: «Mesmo a Alpina oferecerá as duas alternativas de trem-de-força; o cliente poderá escolher no portfólio da BMW e receberá o tratamento Alpina, com ênfase máxima em potência, desempenho, conforto e luxo».

Venda da marca e novos rumos

A família Bovensiepen, que fundou a Alpina, vendeu os direitos da marca à BMW em 2022. As exigências cada vez mais rígidas de emissões e a necessidade de investir pesado em software para carros elétricos inviabilizaram a continuidade do negócio de forma independente. «Nossa filosofia é não fazer concessões, e acreditávamos que isso não se encaixava na era elétrica», explicou Andreas Bovensiepen na época.

Primeiro sedã e nomenclatura em aberto

Tradicionalmente limitada ao B7, a linha baseada na Série 7 passará a contar com mais de uma versão. Ainda não está definido se o nome B7 será mantido; sufixos como 80 e 100 estão entre as possibilidades consideradas para futuros modelos da Alpina.

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Para o lançamento de 2027, porém, não há dúvidas sobre o trem-de-força inicial. O chefe da Alpina, Oliver Viellechner, afirmou à revista Top Gear que «o V8 é um pilar central da oferta» e que a variante elétrica chegará em seguida. «Precisaremos de versões sem combustão no futuro. Hoje já seria difícil apresentar uma marca exclusivamente a combustão, sobretudo em mercados como a China», ressaltou.

Com o respaldo da BMW, a Alpina terá recursos para concretizar essa transição – algo que a família fundadora considerava inviável sozinha. O primeiro sedã produzido em série abre caminho para uma gama que combinará o DNA de luxo e desempenho da preparadora com as tecnologias de eletrificação do grupo alemão.

Com informações de BMWBLOG

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