Cerebras define faixa de preço para IPO e pode captar até US$ 3,5 bilhões

A Cerebras Systems, fabricante de chips de inteligência artificial, apresentou nesta segunda-feira (4) os termos de sua oferta pública inicial de ações (IPO). A empresa pretende vender 28 milhões de papéis com preço entre US$ 115 e US$ 125 cada.

Se o valor máximo for confirmado, a operação poderá arrecadar cerca de US$ 3,5 bilhões e atribuir à companhia um valor de mercado aproximado de US$ 26,6 bilhões. O montante supera a avaliação de US$ 23 bilhões alcançada em fevereiro, quando investidores de última hora aportaram US$ 1 bilhão na Série H.

Maior IPO de tecnologia de 2026 até agora

O lançamento poderá se tornar a maior abertura de capital do setor de tecnologia em 2026, sinalizando apetite para futuras estreias de peso, como as aguardadas operações de SpaceX, OpenAI e Anthropic.

Produto principal e investidores de destaque

A Cerebras desenvolve o Wafer-Scale Engine 3, chip voltado a IA que, segundo a empresa, oferece inferência mais rápida e consome menos energia que GPUs tradicionais.

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Entre os acionistas com participação superior a 5% estão Alpha Wave (Rick Gerson), Benchmark (Eric Vishria), Eclipse (Lior Susan), Fidelity e Foundation Capital (Steve Vassallo). A lista de investidores também inclui 1789 Capital, Abu Dhabi Growth Fund, G42, Altimeter, AMD, Atreides Management, Coatue, Moore Strategic Ventures, Tiger Global, Valor Equity Partners e VY Capital.

O quadro ainda conta com diversos investidores-anjo, como Sam Altman, Greg Brockman, Ilya Sutskever, Adam D’Angelo, Andy Bechtolsheim e Lip-Bu Tan, entre outros.

Relação próxima com a OpenAI

A OpenAI, além de cliente expressiva, emprestou US$ 1 bilhão à Cerebras em dezembro, garantia que inclui opções para adquirir mais de 33 milhões de ações. Embora não detenha participação relevante no momento, a empresa fundada por Altman pode se tornar um dos principais acionistas caso exerça os warrants.

Tentativas anteriores de abertura de capital

A companhia planejava abrir capital em 2024, mas adiou o processo após análise federal sobre o investimento da provedora de nuvem G42, de Abu Dhabi. Em setembro de 2025, levantou US$ 1,1 bilhão a uma avaliação pós-dinheiro de US$ 8,1 bilhões. O contrato plurianual superior a US$ 10 bilhões firmado com a OpenAI, que inclui o recente empréstimo, reforçou o caixa antes da Série H de fevereiro.

Demanda elevada

De acordo com bancos envolvidos, já há ordens somando US$ 10 bilhões para os US$ 3,5 bilhões ofertados, o que pode levar a precificação acima da faixa indicada, elevando a captação e o retorno aos investidores.

Com informações de TechCrunch

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