O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) anunciou nesta sexta-feira (1º) a assinatura de contratos com Nvidia, Microsoft, Amazon Web Services (AWS) e Reflection AI para disponibilizar hardwares e modelos de inteligência artificial em suas redes classificadas, destinadas a uso operacional dentro dos limites legais.
Segundo comunicado oficial, os novos entendimentos “aceleram a transformação que posiciona as Forças Armadas norte-americanas como um contingente AI-first e reforçam a capacidade dos combatentes de manter superioridade decisória em todos os domínios de guerra”.
Expansão do ecossistema de fornecedores
Os acordos reforçam a estratégia do Pentágono de diversificar parceiros de IA — movimento intensificado após a controvérsia com a Anthropic. A pasta tentou garantir uso irrestrito dos modelos da empresa, enquanto o laboratório defendia limites para evitar aplicação em vigilância doméstica em massa e armas autônomas. O impasse chegou aos tribunais, e, em março, a Anthropic obteve liminar que impede, por ora, que o governo a classifique como risco à cadeia de suprimentos.
“O departamento continuará a construir uma arquitetura que impeça dependência de um único fornecedor de IA e assegure flexibilidade de longo prazo para a Força Conjunta”, afirma a nota. “Acesso a um conjunto diverso de capacidades de IA dará aos combatentes as ferramentas necessárias para agir com confiança e proteger a nação frente a qualquer ameaça.”
Níveis de segurança e uso interno
De acordo com o DoD, os recursos das empresas serão implantados em ambientes de Impact Level 6 (IL6) e Impact Level 7 (IL7) — classificações que abrangem sistemas e dados considerados críticos para a segurança nacional, sujeitos a proteção física, controles de acesso rigorosos e auditorias constantes.

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Paralelamente, mais de 1,3 milhão de militares e civis do departamento já utiliza a plataforma corporativa GenAI.mil, que oferece modelos de linguagem e outras ferramentas de IA em nuvens aprovadas pelo governo, voltadas principalmente a tarefas não classificadas como pesquisa, redação de documentos e análise de dados.
Os novos contratos somam-se a parcerias firmadas anteriormente com Google, SpaceX e OpenAI, ampliando o portfólio de tecnologia avançada à disposição das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Com informações de TechCrunch







