Quem: Inertia Enterprises e Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL)
O quê: Três novos acordos para acelerar a chegada ao mercado do reator de fusão a laser desenvolvido no National Ignition Facility (NIF)
Quando: Anúncio feito na terça-feira, 14 de abril de 2026
Onde: Estados Unidos
Como e por quê: A parceria prevê o desenvolvimento de lasers mais avançados, aperfeiçoamento dos alvos de combustível e a licença de quase 200 patentes, com o objetivo de tornar viável a produção comercial de energia por fusão.
Detalhes dos acordos
Segundo a Inertia, foram assinados dois projetos de parceria estratégica e um acordo cooperativo de pesquisa e desenvolvimento. As frentes de trabalho incluem:
- Criação de lasers mais eficientes para reduzir a energia necessária à ignição.
- Melhorias na fabricação e desempenho dos alvos de combustível (pelotas revestidas de diamante).
- Licenciamento de aproximadamente 200 patentes do LLNL.
Vantagem competitiva
O NIF é, até o momento, o único experimento que demonstrou ganho líquido de energia em uma reação de fusão controlada. Ao colaborar diretamente com o laboratório responsável por esse marco, a Inertia ganha impulso frente a concorrentes como Xcimer, Focused Energy e First Light.

Imagem: Getty
Contexto técnico
A empresa atua na chamada fusão por confinamento inercial, em que 192 feixes de laser convergem sobre um cilindro de ouro (hohlraum) contendo a micro-pelota de deuterium-trítio. O revestimento de diamante vira plasma, que se expande e comprime o combustível até ocorrer a fusão. Para gerar eletricidade em escala comercial, o processo precisa ser repetido várias vezes por segundo.
Financiamento e liderança
A Inertia surgiu em fevereiro de 2026 com uma Série A de US$ 450 milhões, um dos maiores aportes já recebidos por uma startup de fusão. A cofundadora e diretora-científica Annie Kritcher participou da experiência que alcançou o ponto de equilíbrio energético no NIF e, graças ao CHIPS and Science Act de 2022, pôde abrir a empresa mantendo seu cargo no LLNL.
Com as novas colaborações, a Inertia pretende transformar décadas de pesquisa em uma fonte de energia limpa e comercialmente viável.
Com informações de TechCrunch







