Janela de IPOs para tecnologia climática volta a se abrir com X-energy e Fervo

O mercado acionário dos Estados Unidos deu novos sinais de apetite por empresas de tecnologia climática nesta semana de 25 de abril de 2026. A X-energy, desenvolvedora de pequenos reatores nucleares, estreou na Bolsa e levantou US$ 1 bilhão em uma oferta ampliada de ações. Os papéis subiram 25% na primeira hora de negociação, garantindo ganhos expressivos para investidores como a Amazon.

No mesmo período, a Fervo Energy, especializada em geotermia aprimorada, apresentou documentação para realizar uma oferta pública inicial. O valor pretendido ainda não foi divulgado, mas investidores privados estimam a companhia em cerca de US$ 3 bilhões, segundo a PitchBook.

Interesse renovado no setor de energia

O movimento confirma projeções de analistas ouvidos pelo TechCrunch no fim de 2025, que previam uma retomada das aberturas de capital de startups ligadas a energia, especialmente nos segmentos de fissão nuclear e geotermia avançada. A forte demanda por eletricidade, intensificada pelo avanço da inteligência artificial e pela expansão de data centers, reforçou a atratividade dessas tecnologias.

Para investidores, as novas listagens aliviam a carência de saídas no mercado público, permitindo devolver capital a seus cotistas após um período prolongado sem grandes IPOs.

Caminho tradicional em vez de SPACs

Tanto X-energy quanto Fervo optaram pelo processo convencional de abertura de capital, em vez de fusões com SPACs, sinalizando confiança na adesão de uma base ampla de acionistas.

Trajetória em formato de “K”

Apesar do entusiasmo, parte significativa do ecossistema de tecnologia climática pode ficar fora dessa nova onda de IPOs. Startups que não atuam diretamente no setor de energia tendem a buscar alternativas de financiamento privado — mercado que também apresenta disparidades.

Janela de IPOs para tecnologia climática volta a se abrir com X-energy e Fervo - Imagem do artigo original

Imagem: Getty

Dados da Sightline Climate mostram que fundos de venture capital e growth captaram US$ 6,5 bilhões em 2025, mesmo montante de 2021. Contudo, o número maior de fundos reduziu o tamanho médio de cada veículo, o que pode limitar cheques disponíveis para fundadores. Em contrapartida, grandes gestoras continuam a crescer: apenas 42 fundos de infraestrutura concentraram 75% de todo o capital captado para clima no ano passado, dirigindo recursos sobretudo a renováveis, tecnologias de rede elétrica e armazenamento de energia.

A diferença de ritmo sugere que a configuração “K-shaped” — em que algumas empresas avançam rapidamente enquanto outras ficam para trás — deve persistir no curto prazo.

Fim.

Com informações de TechCrunch

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