A BMW avaliou motores V8 e até V10 para o supercarro M1 no fim da década de 1970, antes de confirmar o icônico seis-cilindros em linha M88 que acabou entrando em produção. A informação foi revelada por Tom Plucinsky, chefe da BMW Classic nos Estados Unidos, e pelo escritor automotivo Steve Saxty, durante conversa recente sobre o desenvolvimento do modelo.
Prazo apertado para decisão
Segundo os entrevistados, a montadora alemã dispunha de apenas oito semanas para definir o conjunto mecânico do M1. O cronograma curto era imposto pela parceira responsável pelo chassi — referência à Lamborghini, que participou das etapas iniciais do projeto. A pressa decorria da necessidade de homologar o carro para competições, objetivo principal do programa.
Desafios de embalagem
Durante o processo, o desenho do M1 chegou a ser pensado para acomodar um conjunto motriz diferente, potencialmente maior. A adoção posterior do seis-em-linha exigiu ajustes de proporção, já que o bloco posicionado atrás da cabine ficava relativamente alto. Detalhes de estilo, como as aberturas laterais e as linhas alongadas da carroceria, ajudaram a mascarar essa altura extra e a manter o perfil baixo idealizado pelo designer italiano Giorgetto Giugiaro.
Por que o M88 venceu
O motor escolhido foi o 3,5 litros M88, dotado de duplo comando de válvulas, quatro válvulas por cilindro e lubrificação por cárter seco — soluções avançadas para a BMW da época. No M1, o propulsor garantiu desempenho de supercarro e, posteriormente, passou a equipar o primeiro M5 (E28), transferindo a filosofia de corrida para um sedã de produção em série.

Imagem: BMW USA
A decisão de adotar o seis-em-linha acabou moldando a história da divisão M, influenciando futuros lançamentos de alto desempenho da marca. Ainda assim, fica a curiosidade de como seria um M1 movido por um V8 ou até por um inédito V10, hipóteses que permaneceram apenas nos bastidores do projeto.
Com informações de BMWBlog






