Tim Cook deixará comando da Apple em 1º de setembro após 15 anos na presidência

Tim Cook anunciou que deixará o cargo de diretor-executivo da Apple em 1º de setembro, encerrando um ciclo de 15 anos à frente da empresa. O posto será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware.

Expansão financeira sem precedentes

Quando Cook assumiu o lugar de Steve Jobs, em agosto de 2011, a Apple valia pouco menos de US$ 350 bilhões. A capitalização de mercado atingiu US$ 1 trilhão em 2018, US$ 2 trilhões em 2020, US$ 3 trilhões em 2022 e alcançou US$ 4 trilhões em 2025. Hoje, o valor de mercado está em US$ 4,01 trilhões.

No ano fiscal encerrado em setembro de 2025, a companhia registrou lucro líquido de US$ 112 bilhões, oito vezes superior ao resultado de 2010, mesmo após desafios como a pandemia de COVID-19 e tensões entre Estados Unidos e China.

Novos produtos e expansão do ecossistema

Durante a gestão de Cook, a Apple aumentou sua linha de produtos com dispositivos que complementaram iPhone e Mac. Entre os principais lançamentos estão:

  • Apple Watch (2015) – hoje focado em recursos de saúde, como medição de oxigênio no sangue e ECG;
  • AirPods (2016) – fones sem fio que redefiniram a categoria, seguidos de uma versão over-ear em 2020;
  • Apple Vision Pro (2024) – apresentado como plataforma de computação espacial, mas recebeu adesão limitada devido ao preço elevado.

A companhia também diversificou o portfólio de iPads, introduziu o iPhone SE como opção mais acessível e implementou avanços como Face ID e telas de ponta a ponta.

Serviços em alta

A Apple construiu um negócio robusto de serviços sob o comando de Cook. Entre os destaques:

  • Apple Pay (2014) – aproximadamente 818 milhões de usuários;
  • Apple Music (2015) – mais de 112 milhões de assinantes;
  • Apple TV+ (2019, hoje Apple TV) – catálogo premiado, incluindo Oscar de Melhor Filme;
  • Apple Arcade (2019) – biblioteca de jogos premium;
  • iCloud+ (2021) – expansão do serviço de armazenamento anunciado originalmente em 2011.

No exercício fiscal de 2025, a área de serviços gerou receita de US$ 109,16 bilhões, contribuindo para o faturamento total de US$ 416,16 bilhões.

Tim Cook deixará comando da Apple em 1º de setembro após 15 anos na presidência - Imagem do artigo original

Imagem: Xinhua

Transição tecnológica e IA

Em 2020, a empresa iniciou a migração dos Macs para processadores próprios Apple Silicon, concluída em 2023, resultando em ganhos de desempenho e eficiência energética. Em 2024, lançou a plataforma Apple Intelligence, mas ainda não entregou avanços significativos e enfrenta atraso na versão renovada da assistente Siri. Este ano, Apple e Google confirmaram que o modelo Gemini alimentará as próximas ferramentas de IA da companhia.

Investimentos e infraestrutura

No ano passado, Cook e o então presidente Donald Trump anunciaram um plano de investimentos de US$ 600 bilhões para ampliar contratações e manufatura nos Estados Unidos, com foco em semicondutores e tecnologias avançadas. Já o campus Apple Park, concluído em 2017, abriga mais de 12 mil funcionários em uma área de 175 acres alimentada 100% por energia renovável.

Cook ingressou na Apple em 1998 e, antes de se tornar CEO, foi o responsável pela cadeia global de suprimentos da companhia. Desde então, adicionou cerca de 200 lojas ao varejo mundial do grupo e expandiu sua presença na China. A partir de setembro, ele entrega o comando a John Ternus, que agora terá a missão de conduzir a próxima fase do gigante tecnológico.

Com informações de TechCrunch

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