A Convective Capital, gestora de venture capital focada em soluções para desastres naturais, anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, a captação de um novo fundo de US$ 85 milhões. O valor sucede o primeiro fundo de US$ 35 milhões fechado em 2022.
Comandado por Bill Clerico — cofundador da WePay, vendida ao JPMorgan por US$ 300 milhões em 2017 — o novo veículo passa a contar majoritariamente com recursos de investidores institucionais, entre eles seguradoras e gestores de ativos. No primeiro fundo, a maior parte do capital veio de pessoas físicas de alta renda.
Expansão de foco
Inicialmente voltada ao chamado “firetech” — tecnologias para prevenção e combate a incêndios — a Convective amplia agora sua tese para produtos de gestão de riscos físicos em larga escala. “Há US$ 60 trilhões em imóveis sob alto risco de desastres, e os Estados Unidos gastam cerca de US$ 1 trilhão por ano em mitigação e recuperação. Precisamos de uma abordagem diferente”, afirmou Clerico.
Primeiros aportes do segundo fundo
Quatro empresas já receberam investimentos do novo fundo:
- The Lumber Manufactory – construção de serrarias para tornar o manejo florestal mais econômico;
- Drafted – uso de inteligência artificial no projeto de residências;
- Voltaire – drones para inspeção de linhas de transmissão, startup formada na Y Combinator;
- Edge Technologies – produto de seguro que protege contra a volatilidade de preços de commodities.
Desempenho do primeiro fundo
Segundo Clerico, as empresas do primeiro fundo somam US$ 100 milhões em receita e um valor de mercado conjunto de US$ 2 bilhões. Do total de participações, 79% evoluíram de rodadas seed para séries A, índice acima da média do setor.

Imagem: Internet
Relacionamento com seguradoras e utilidades
Parte relevante do trabalho da Convective tem sido aproximar fundadores de clientes considerados complexos, como concessionárias de energia, seguradoras e órgãos públicos. O executivo destaca o surgimento de novas seguradoras — entre elas Stand e Delos, investidas do fundo — que ocupam o espaço deixado por incumbentes e começam a injetar capital direto em tecnologias de mitigação.
Impacto da IA e demanda por infraestrutura
Clerico observa ainda que ferramentas de inteligência artificial tornam as equipes das startups mais produtivas e geram oportunidades adicionais ao sobrecarregar sistemas de energia e água com a construção de data centers. Esse cenário, diz ele, aumenta a necessidade por serviços oferecidos pelas empresas do portfólio.
Com informações de TechCrunch







