São Francisco (EUA) – O fundador e diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, declarou nesta quarta-feira (20) que a companhia acaba de conquistar um mercado potencial de US$ 200 bilhões graças à sua mais recente CPU, batizada de Vera.
O anúncio foi feito durante a teleconferência de resultados em que a Nvidia divulgou receita recorde de US$ 81,6 bilhões no trimestre e projetou chegar a US$ 91 bilhões no próximo período.
CPU criada para “IA agente”
Lançada em março, a Vera é vendida isoladamente ou em conjunto com a GPU Rubin. Segundo Huang, trata-se do “primeiro processador do mundo desenvolvido especificamente para inteligência artificial agente”, categoria na qual a maior parte das tarefas é executada por CPUs, e não por GPUs.
O executivo afirmou que a empresa já comercializou US$ 20 bilhões em unidades da Vera somente neste ano. “O mundo terá bilhões de agentes e todos eles usarão ferramentas semelhantes a PCs”, disse, reforçando que cada um desses agentes exigirá um processador dedicado.
Parcerias com hyperscalers
Huang acrescentou que todos os principais provedores de nuvem e fabricantes de sistemas estão em fase de adoção da nova CPU. Ele sustenta que a demanda decorrente da reconstrução das infraestruturas para IA coloca a Nvidia “no centro dessa transição”.

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Concorrência crescente
Apesar do otimismo, o mercado de CPUs é historicamente dominado por Intel e AMD, além de novos concorrentes como a Amazon Web Services, que recentemente fechou contrato bilionário com a Meta para fornecer seus próprios chips de IA. O próprio CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que a AWS é capaz de produzir GPUs e CPUs de IA tão boas ou melhores que as da Nvidia.
Ainda assim, Huang vê a Vera como o principal motor de expansão em um segmento que, até então, a empresa não explorava. “Estamos apenas no começo”, concluiu.
Com informações de TechCrunch







