A startup britânica de biotecnologia Imperagen anunciou nesta quinta-feira (20 de maio de 2026) uma rodada seed de £5 milhões (cerca de US$ 6,7 milhões). O aporte foi liderado pela PXN Ventures e contou com a participação da IQ Capital e da Northern Gritstone.
Fundada em 2021 por pesquisadores do Manchester Institute of Biotechnology — Dr. Andrew Currin, Dr. Tim Eyes e Dr. Andy Almond —, a empresa nasceu como spin-off da Universidade de Manchester com a proposta de tornar a engenharia de enzimas mais rápida, eficiente e econômica.
O processo desenvolvido pela Imperagen combina três pilares:
- simulações baseadas em física quântica que analisam milhões de mutações em ambiente computacional;
- modelos próprios de inteligência artificial treinados com os problemas específicos de enzimas estudados pela companhia;
- robótica e automação de laboratório, gerando dados experimentais que retornam ao sistema em um ciclo fechado de aprendizado.
Segundo a empresa, a metodologia pode reduzir etapas de tentativa e erro que ainda predominam no setor e ampliar a aplicação de enzimas em áreas como farmacêutica, alimentos, biocombustíveis e agricultura. Outras jovens empresas que atuam nesse campo incluem Biomatter, Cradle Bio e Absci.
No mesmo anúncio, a Imperagen informou a nomeação de Guy Levy-Yurista como novo CEO. Com experiência em inteligência artificial, ciências da vida e tecnologia corporativa, o executivo entra para acelerar a implantação de uma infraestrutura vertical de IA para biocatálise, além de expandir estratégias comerciais e parcerias industriais. Os fundadores permanecem na operação.
Com o novo investimento, a empresa totaliza £8,5 milhões (aproximadamente US$ 11,42 milhões) captados desde a criação. Os recursos recentes serão destinados à contratação de especialistas em IA, pesquisa e desenvolvimento, ampliação dos laboratórios experimentais e estruturação de uma área de go-to-market nos próximos dois anos.
Levy-Yurista afirma que a adoção mais ampla de enzimas engenheiradas poderá ajudar indústrias a produzir de forma mais limpa, segura e economicamente viável, reduzindo prazos e incertezas que historicamente freiam o setor.
Com informações de TechCrunch





