Alex Zanardi morre aos 59 anos; ex-piloto da BMW e campeão paralímpico deixa legado no esporte

Milão (Itália) – O ex-piloto Alessandro “Alex” Zanardi morreu na noite de 1º de maio de 2026, aos 59 anos. A família confirmou o falecimento neste sábado (2), informando que ele partiu tranquilamente, cercado pelos parentes mais próximos. A causa da morte não foi divulgada. Zanardi enfrentava problemas de saúde desde junho de 2020, quando sofreu grave colisão durante uma prova de handbike na Toscana.

Carreira no automobilismo

Nascido em Bolonha em 23 de outubro de 1966, Zanardi ganhou destaque internacional na década de 1990. Depois de passagem sem brilho pela Fórmula 1, foi para a CART norte-americana, onde conquistou os títulos mundiais consecutivos em 1997 e 1998 pela Chip Ganassi Racing, somando 15 vitórias na categoria.

Em 15 de setembro de 2001, sua trajetória tomou novo rumo. Ao sair dos boxes no circuito alemão de Lausitzring, perdeu o controle do carro, foi atingido por Alex Tagliani e teve as duas pernas amputadas – uma acima e outra ao nível do joelho. Ele sobreviveu após perder cerca de 75% do sangue.

Parceria com a BMW e retorno às pistas

Recuperado, Zanardi voltou às corridas em 2003 com um BMW 320i especialmente adaptado: acelerador em anel no volante e prótese para acionar os freios. Na estreia, em Monza, terminou em sétimo lugar. Dois anos depois, tornou-se piloto titular da BMW Team Italy-Spain no Mundial de Carros de Turismo (WTCC) e venceu quatro provas — a primeira em agosto de 2005, seguida por triunfos em Istambul (2006) e Brno (2008 e 2009).

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A engenharia da BMW continuou a desenvolver comandos manuais para novos modelos: o Z4 GT3 (Blancpain Sprint 2014), o M4 DTM (etapa única em Misano, 2018) e o M8 GTE (24 Horas de Daytona, 2019), onde dividiu o carro com John Edwards, Jesse Krohn e Chaz Mostert. O CEO da BMW M, Franciscus van Meel, descreveu Zanardi como “verdadeiro membro da família BMW M Motorsport”.

Conquistas paralímpicas

Zanardi iniciou a prática do paraciclismo em 2007 e, após apenas quatro semanas de treino, foi quarto colocado na divisão de handbike da Maratona de Nova York. No ano seguinte, venceu a prova. Nos Jogos de Londres-2012, conquistou ouro no contrarrelógio de estrada e na prova de resistência, além da prata no revezamento por equipes. No Rio-2016, somou mais dois ouros. Ao todo, faturou 12 títulos mundiais de paraciclismo pela UCI.

Ele treinava para participar da Paralimpíada de Tóquio-2020 quando sofreu o acidente de 2020 na Toscana, que agravou seu estado de saúde.

Reconhecimento e legado

Eleito Esportista do Ano na Itália em 2012, Zanardi recebeu homenagens neste sábado. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o ex-piloto “transformou cada desafio em lição de coragem, força e dignidade”. O presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, definiu-o como “meu querido amigo” e destacou que ele “encarou adversidades que paralisariam qualquer um, sempre com um sorriso”.

Zanardi deixa a esposa Daniela e o filho Niccolò, além de um histórico de feitos que inclui duas décadas competindo com veículos BMW, quatro medalhas de ouro paralímpicas e respeito internacional pela superação de limites.

Com informações de BMW Blog

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