A Ouster, empresa sediada em São Francisco, apresentou nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, a família de sensores Rev8, primeira linha da companhia a oferecer lidar com cor nativa. A tecnologia é capaz de registrar, ao mesmo tempo, imagens coloridas e dados tridimensionais de profundidade, integrando num único dispositivo funções que tradicionalmente exigiam câmera e lidar separados.
“O objetivo é tornar a câmera desnecessária. Não há razão para que um único sensor não faça as duas coisas”, afirmou o CEO Angus Pacala, acrescentando que o desenvolvimento levou cerca de dez anos.
Como funciona o Rev8
A Ouster utiliza arquitetura digital de lidar baseada em detectores SPAD (single photon avalanche diode) montados em chip próprio. No Rev8, a mesma tecnologia passou a capturar também informação de cor, resultando em:
- Imagem de 48 bits de cor;
- Faixa dinâmica de 116 dB;
- Resolução em nível de megapixel;
- Nuvem de pontos 3D colorizada pré-fundida, que pode ser usada isoladamente ou junto ao fluxo de vídeo.
Segundo Pacala, a empresa trabalhou com a Fujifilm e a DXOMARK para calibrar a qualidade fotográfica do novo sistema. Amostras já foram enviadas a clientes e os pedidos estão abertos.
Destaque para longo alcance
Entre os modelos divulgados, o OS1 Max se destaca por alcançar 500 metros em todas as direções, mantendo dimensões menores que outros lidars de longo alcance. A plataforma Rev8 inclui ainda os sensores OS0, OS1 e OSDome.

Imagem: Internet
Cenário competitivo
A chegada do Rev8 ocorre em meio a consolidação no setor, após a Ouster adquirir a Velodyne e os ativos da Luminar serem comprados em processo de falência. Paralelamente, a demanda por sensores cresce com o avanço de robotáxis, caminhões autônomos, drones e robôs industriais. Concorrentes como a chinesa Hesai anunciaram recentemente projetos semelhantes de lidar colorido, com produção em massa prevista para o fim do ano, enquanto a Innoviz já apresentou proposta própria.
Pacala ressalta que, ao integrar lidar e captura de imagem no mesmo chip, a Ouster reduz custos, tamanho e o esforço de fusão de dados para os clientes, diferenciação que, segundo ele, deve acelerar a adoção e, no futuro, dispensar câmeras convencionais.
Com informações de TechCrunch







