Vitória – A advogada e cronista Virgínia Luna Smith transformou um episódio cotidiano em análise sobre disputas entre mães e madrastas após ouvir, em um supermercado, comentários de consumidoras a respeito do desentendimento público envolvendo a influenciadora Virgínia Fonseca e a cantora Ana Castela.
Segundo Smith, o debate começou quando uma cliente criticou Fonseca por supostamente “querer aparecer” depois que Ana Castela divulgou um vídeo maquiando a enteada de três anos. Dias depois, a mãe da criança publicou gravação afirmando que a filha “só queria ser maquiada pela mamãe”, atitude vista pelas interlocutoras como um recado indireto à madrasta.
A conversa, que ocorreu na véspera de um feriado, reuniu três mulheres em filas vizinhas do caixa. Uma delas defendeu o direito da mãe de se incomodar; outra considerou inadequado envolver a menina na disputa; e a terceira ressaltou que a madrasta precisa entender “seu lugar” para evitar competição com a genitora.
Influenciada pelo diálogo, a autora – que compartilha o prenome incomum com a influenciadora – refletiu sobre maturidade nos relacionamentos familiares, definindo-a como a capacidade de ser presença cuidadosa sem transformar a criança em campo de batalha.
Virgínia Luna Smith é professora universitária, mestre e doutora em Direito, autora de livros sobre relações de madrastas e titular da coluna “Entre Parentes” no portal Folha Vitória.

Imagem: Reprodução
O texto, intitulado “Alô, Virgínia: quando um nome vira música — e reflexão”, foi publicado na seção de opinião do veículo.
Com informações de Folha Vitória







