Parker, startup de serviços bancários e cartões de crédito corporativos voltados ao comércio eletrônico, entrou com pedido de falência sob o Capítulo 7 da legislação norte-americana. O processo foi registrado em 7 de maio e indica que a companhia possui entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões em ativos, valor semelhante ao de suas dívidas.
Fundada no inverno de 2019 durante o programa da Y Combinator, a empresa conquistou uma Série A liderada pela Valar Ventures e, segundo material promocional ainda disponível em seu site, somava mais de US$ 200 milhões em captações, incluindo uma linha de crédito de US$ 125 milhões.
Apesar de a página da Parker permanecer ativa sem mencionar interrupção dos serviços, diversas publicações em redes sociais relatam que o Patriot Bank, parceiro emissor do cartão, comunicou clientes sobre o encerramento das operações. Concorrentes rapidamente passaram a oferecer alternativas aos usuários afetados.
O pedido de proteção judicial informa a existência de 100 a 199 credores. Rumores de mercado apontam que negociações para uma possível aquisição fracassaram, precipitando o fechamento repentino e gerando dificuldades para pequenos empresários que dependiam das soluções da fintech.
Em declarações anteriores ao TechCrunch, o cofundador e presidente-executivo Yacine Sibous ressaltava que o “diferencial” da Parker estava no modelo de análise de fluxo de caixa de lojas virtuais. Em publicações recentes no LinkedIn, Sibous reafirmou o montante captado e mencionou ter alcançado US$ 65 milhões em receita, embora não tenha reconhecido publicamente a falência.

Imagem: Internet
Perguntada pelo veículo, a companhia não respondeu até o fechamento desta edição.
Com informações de TechCrunch







