CEO da Replit reafirma independência, critica Apple e revela expansão rumo a faturamento de US$ 1 bilhão

O fundador e presidente-executivo da Replit, Amjad Masad, afirmou que pretende manter a companhia independente, apesar da onda de consolidação no setor de inteligência artificial. A declaração foi feita na noite de quinta-feira (30) durante o evento StrictlyVC, realizado em São Francisco.

Nos últimos 18 meses, a plataforma de assistente de programação por IA passou de US$ 2,8 milhões em receita anual em 2024 para uma projeção de US$ 1 bilhão de faturamento anualizado, segundo Masad. A taxa de retenção líquida de receita chega a 300% em alguns contratos, indicador impulsionado pela expansão do gasto de clientes como Zillow, Meta e Bain & Company.

Venda não é prioridade

Questionado sobre a possibilidade de seguir o caminho da rival Cursor — que estaria negociando venda à SpaceX por US$ 60 bilhões —, Masad disse que a Replit é financeiramente capaz de permanecer autônoma. Ele ressaltou que a empresa opera com margem bruta positiva há mais de um ano, ao contrário da Cursor, que teria margem de -23%. “Gostaria muito de continuar independente”, resumiu.

Parcerias com laboratórios de IA

O executivo relatou que a Replit utiliza modelos da Anthropic, OpenAI e Google. Na avaliação dele, a Anthropic mantém vantagem no desenvolvimento de agentes, enquanto o GPT-5 “está alcançando rapidamente” e a linha Flash do Google oferece melhor relação custo-desempenho.

Disputa com a Apple

A Replit está há meses sem atualizar seu aplicativo no iOS. A Apple alega que o serviço faz download de novos códigos nos dispositivos, violando diretrizes da App Store. Masad classificou a justificativa como “mentira” e disse ter provas para contestar a gigante em tribunal, embora prefira um acordo. Ele atribuiu o bloqueio ao fato de a Replit permitir a criação de apps para iOS, o que, em sua visão, incomoda a fabricante do iPhone.

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Imagem: Internet

Olho em investimentos em clientes

Masad revelou estudar um programa para aportar capital em startups formadas dentro da própria plataforma. Ele já investiu pessoalmente em iniciativas como a Magic School, criada por um professor durante a pandemia e que faturou US$ 20 milhões no primeiro ano.

Encerrando a apresentação, o executivo destacou que o volume de transações processadas via integração com a Stripe cresce em ritmo de três dígitos ao mês, sinalizando que, em breve, “os clientes podem faturar mais do que a própria Replit”.

Com informações de TechCrunch

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