A Apple anunciou nesta quinta-feira (30) o melhor resultado de sua história para um trimestre encerrado em março, com receita de US$ 111,2 bilhões e crescimento de dois dígitos em todas as regiões, segundo teleconferência de resultados conduzida pelo CEO Tim Cook.
Embora celebre o desempenho, Cook – que deixará a presidência executiva em 1º de setembro – advertiu sobre pressões no fornecimento de chips de memória. O executivo afirmou que a companhia gastou mais com esses componentes no trimestre, mas compensou os custos vendendo estoques acumulados. A expectativa, porém, é de “custos significativamente mais altos” a partir de junho, o que pode afetar o negócio.
Impacto da “RAMageddon”
O alerta de Cook refere-se ao fenômeno batizado de “RAMageddon”, em que a demanda da indústria de inteligência artificial por chips de memória provoca escassez global e eleva preços de hardware. Como a Apple é majoritariamente uma fabricante de dispositivos, o cenário pressiona seus principais produtos.
O iPhone já sente os efeitos: relatos apontam que o preço da memória RAM quadruplicou, aumentando o custo de produção dos aparelhos. Questionado pela Reuters, Cook reconheceu que a cadeia de suprimentos está “com menos flexibilidade” para obter componentes adicionais, o que pode levar a reajustes de preço nos smartphones.
Mudança no comando
John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, assumirá o cargo de CEO em setembro. Durante a conferência, Ternus elogiou o antecessor. “Na minha visão, Tim é um dos maiores líderes empresariais de todos os tempos. Assumir a presidência é uma honra incrível e significa muito ter sua confiança”, afirmou.

Imagem: Getty
Após a transição, Cook permanecerá na empresa como presidente executivo, oferecendo suporte especialmente na área de cadeia de suprimentos.
Com informações de TechCrunch







