Ex-porteiro de escola da Grande Vitória é preso por armazenar imagens de abuso infantil

Vitória – Um homem de 48 anos, ex-porteiro de uma escola particular da Grande Vitória, foi preso em flagrante por armazenar material de abuso e exploração sexual infantil. A detenção ocorreu após a Polícia Civil investigar o filho dele, de 23 anos, apontado pelo mesmo crime.

Investigação começou com o filho

O jovem foi identificado pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) depois que o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), nos Estados Unidos, detectou o upload de 76 arquivos de conteúdo sexual envolvendo menores. O relatório foi repassado, via Polícia Federal, às autoridades capixabas.

Conforme o delegado Brenno Andrade, responsável pelo inquérito, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A prisão do filho ocorreu em 26 de abril; no dia seguinte, os agentes estiveram na casa da família, em Vitória, para cumprir a ordem judicial.

Celular escondido revelou novas provas

Durante a operação, o comportamento do pai levantou suspeitas. Questionado sobre o paradeiro do próprio telefone, ele alegou desconhecer a localização. A polícia solicitou que a esposa fizesse uma ligação para o aparelho, encontrado então sobre um armário da cozinha.

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No celular estavam fotos de crianças e adolescentes, algumas feitas por uma câmera oculta em banheiro. Também foram localizadas imagens em close de estudantes uniformizados.

Vínculo com duas instituições de ensino

Os uniformes identificados pertencem à escola onde o suspeito atuou como monitor por 16 anos. Há três anos, ele trabalhava como porteiro em outra instituição particular, onde uma vistoria policial não encontrou câmeras escondidas.

Autuações e encaminhamento

O ex-porteiro foi autuado em flagrante pelos artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente que tratam de posse e registro de material pornográfico infantil. O filho continua preso preventivamente. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional. Os nomes dos investigados e das escolas não foram divulgados.

Com informações de Folha Vitória

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