A SpaceX realizou na tarde de sexta-feira, 22 de maio de 2026, o voo inaugural da Starship V3, a terceira geração do maior e mais potente foguete já construído. O veículo de 124 metros de altura decolou às 17h30 (horário local) do complexo Starbase, no sul do Texas.
Minutos após o lançamento, o estágio superior separou-se do propulsor Super Heavy e prosseguiu rumo ao espaço. O booster iniciou a manobra de retorno, que previa um pouso simulado no Golfo do México, mas os motores não reacenderam como planejado para a queima sustentada. Sem controle, o estágio girou desordenadamente até atingir a água, onde provavelmente explodiu.
No espaço, a nave Starship perdeu um dos seis motores Raptor durante a ascensão, porém conseguiu liberar todos os 20 simuladores de satélites Starlink e outros dois satélites Starlink modificados, destinados a registrar imagens externas do voo. Cerca de uma hora após a decolagem, a nave executou uma descida controlada e um pouso simulado no oceano Índico; em seguida, tombou e explodiu, conforme o roteiro de teste.
O ensaio marcou o primeiro grande teste em voo do hardware V3, em desenvolvimento há meses, e também inaugurou a nova plataforma de lançamento de Starbase, projetada para acelerar operações futuras. Foi o primeiro voo de uma Starship desde outubro de 2025; tentativas anteriores foram adiadas, inclusive uma na véspera, quando um pino hidráulico da torre não retraiu.
A campanha ocorre em meio à preparação da abertura de capital da SpaceX: o pedido de IPO tornou-se público nesta semana e a empresa pretende estrear na Nasdaq em meados de junho, buscando levantar cerca de US$ 75 bilhões. Os recursos devem financiar novos desenvolvimentos, projetos de inteligência artificial e parte das dívidas ligadas à xAI e à rede social X.

Imagem: Internet
Projetada para missões lunares da NASA e, futuramente, para viagens a Marte, a Starship é vista pela companhia de Elon Musk como peça chave para tornar a vida multiplanetária. No curto prazo, porém, sua principal função será lançar satélites Starlink de última geração — atualmente, a única divisão lucrativa da SpaceX.
A versão V3 traz a terceira geração dos motores Raptor, que oferecem mais empuxo e arquitetura simplificada, além de um propulsor concebido para decolagens mais rápidas e recuperação facilitada pela torre de lançamento.
Com informações de TechCrunch







