NOVA YORK (21/05/2026) – A Patina, startup de tecnologia olfativa fundada por Sean Raspet e Laura Sisson, anunciou a captação de US$ 2 milhões em rodada liderada pelos fundos Betaworks e True Ventures.
O aporte vai financiar a criação de novas moléculas de cheiro por meio de design molecular avançado, aprendizado de máquina e pesquisa sensorial. Segundo a empresa, o mercado de fragrâncias permanece praticamente inalterado há quase meio século, dominado por poucos laboratórios que fornecem ingredientes a casas de perfumes e marcas de cosméticos.
Modelo biológico de odor
Lançada em 2025, a Patina desenvolve o Sense1, modelo que replica receptores olfativos humanos para estabelecer um “código universal” de odor e sabor. Hoje, descrições como “floral” ou “amadeirado” geram inconsistências regionais; a abordagem em nível de receptor, afirma Raspet, permite criar moléculas inéditas e reproduzir ingredientes naturais raros.
Negociações com o setor de moda e perfumaria
A empresa negocia com grandes casas de fragrância e marcas de moda para fornecer essências exclusivas. “Os consumidores buscam perfumes mais novos, seguros e expressivos”, disse Sisson, citando ainda dificuldades na cadeia de suprimentos, como a alta no custo do óleo de rosa. As alternativas sintéticas da Patina prometem replicar o aroma natural consumindo menos água e petroquímicos, reduzindo a pegada de carbono.
Tecnologia e propriedade intelectual
No segmento, a francesa Givaudan, a alemã Symrise e a startup Osmo figuram entre os concorrentes. Como apenas as moléculas podem ser patenteadas – não as fórmulas finais –, o uso de IA barateia o desenvolvimento e abre espaço para empresas menores criarem ingredientes personalizados em semanas.

Imagem: Internet
Próximos passos
Com o novo capital, a equipe trocou o quintal de Raspet por um escritório em Bushwick, no Brooklyn, onde trabalha com um pequeno grupo de químicos. Os recursos também apoiarão parcerias e a coleta de dados sobre ativação de receptores, essenciais para treinar modelos que simulam a interação entre moléculas e olfato humano.
O objetivo de longo prazo é construir um “Pantone do olfato”, catálogo de moléculas básicas que serviria de referência para qualquer perfume ou sabor. “As informações sempre estiveram aí, faltava a tecnologia certa para desbloqueá-las”, concluiu Raspet.
Com informações de TechCrunch






