Autoridades norte-americanas discutem internamente se os investimentos da chinesa Tencent em estúdios de videogame dos Estados Unidos representam ameaça à segurança nacional, informaram Financial Times e Reuters.
Segundo “várias pessoas familiarizadas com as deliberações”, o tema está na pauta da administração do presidente Donald Trump antes do encontro agendado para o mês que vem com o líder chinês Xi Jinping. O debate envolve o Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS), órgão responsável por analisar aquisições estrangeiras no país.
A Tencent negocia com o CFIUS há anos, mas a compra do estúdio finlandês Supercell — dono de Clash of Clans e com grande base de usuários norte-americanos — reacendeu preocupações dentro do governo.
Portfólio extenso nos games
A gigante chinesa possui 28 % da Epic Games, criadora de Fortnite, controla integralmente a Riot Games (League of Legends, Valorant) e mantém participações em empresas como From Software, Krafton, Larian Studios e Ubisoft.
Histórico de escrutínio
A atenção de Washington começou no governo do ex-presidente Joe Biden, quando surgiram temores sobre a coleta de dados de milhões de cidadãos e supostas ligações da Tencent com as Forças Armadas chinesas. “Essas plataformas podem se tornar uma importante fonte de coleta de inteligência”, declarou à época o ex-assessor de segurança Chris McGuire.
Em início de 2025, o Departamento de Defesa colocou a companhia em uma lista de empresas acusadas de ligação com o Exército chinês.

Imagem: Internet
Pressão recente
Além do escrutínio político, a Tencent vem enfrentando notícias desfavoráveis no setor. A empresa foi apontada como principal financiadora de Highguard, jogo como serviço que acabou cancelado, e recentemente a Sony encerrou um processo contra a chinesa por Light of Motiram, título descrito como “cópia flagrante” da série Horizon.
Até o momento, nem a Casa Branca nem a Tencent comentaram publicamente as discussões em curso.
Com informações de GameSpot






