Startup aposta em data center submerso movido a turbina eólica flutuante na Noruega

Em meio à corrida por energia para alimentar sistemas de inteligência artificial, a desenvolvedora de energia eólica offshore Aikido prepara o lançamento de um protótipo de data center submerso de 100 quilowatts na costa da Noruega ainda em 2026. O equipamento ficará instalado dentro das câmaras inundadas de uma turbina eólica flutuante.

Se o teste for bem-sucedido, a companhia pretende erguer uma versão maior no litoral do Reino Unido em 2028. O projeto prevê turbina entre 15 e 18 megawatts, suficiente para abastecer um data center estimado em 10 a 12 megawatts.

Vantagens do modelo offshore

A proximidade entre a fonte geradora e os servidores é apontada como principal benefício. Ventos marítimos costumam ser mais constantes do que em terra, permitindo que um sistema de baterias de porte moderado cubra eventuais quedas de produção. A operação submersa também simplifica o resfriamento: o contato direto com a água fria do mar facilita a dissipação de calor.

Além disso, instalar a estrutura longe da costa evita a oposição de moradores que criticam barulho ou impacto visual de grandes centros de dados em áreas urbanas.

Desafios do ambiente marinho

O oceano, porém, impõe obstáculos. Equipamentos precisam ser reforçados contra corrosão, e toda a estrutura deve suportar movimentação constante. Conexões de energia e dados também exigem proteção extra.

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Imagem: Internet

Experiências anteriores

A ideia de afundar servidores não é inédita. Em 2018, a Microsoft colocou um contêiner com mais de 850 servidores no mar da Escócia. Apenas seis máquinas apresentaram falhas ao longo de 25 meses, ajudadas por um ambiente interno preenchido com gás nitrogênio. A empresa liberou patentes relacionadas em 2021, mas encerrou o projeto em 2024.

Com a nova aposta da Aikido, o setor volta a explorar o oceano como alternativa para atender à demanda crescente por energia em centros de processamento de dados.

Com informações de TechCrunch

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