Perimenopausa provoca lapsos de memória e fadiga mental, alertam especialistas

Oscilações de estrogênio e progesterona típicas da perimenopausa, fase que antecede a menopausa, têm impacto direto no cérebro e podem desencadear esquecimentos, dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de “mente turva”.

Hormônios em queda afetam áreas ligadas à memória

Nesse período de transição, que costuma iniciar alguns anos antes da última menstruação, os níveis dos principais hormônios femininos variam de forma acentuada. O estrogênio, por exemplo, participa do funcionamento do hipocampo — região essencial para a memória — e influencia sistemas de serotonina, dopamina e acetilcolina, neurotransmissores relacionados à atenção, ao humor e ao bem-estar emocional. Quando essas substâncias oscilam, as funções cognitivas também sofrem.

Sintomas cognitivos podem surgir antes das ondas de calor

Muitas mulheres relatam que, antes mesmo das tradicionais ondas de calor, surgem sinais como dificuldade para encontrar palavras, manter o foco em conversas ou organizar tarefas cotidianas. O esforço para executar atividades que antes eram automáticas aumenta, gerando a sensação de cérebro “lento” ou “travado”.

Sobreposição de demandas intensifica a exaustão

Especialistas destacam que a perimenopausa costuma coincidir com uma fase de maior carga de trabalho, cuidados com filhos e pais idosos, além de cobranças pessoais elevadas. Esse acúmulo de responsabilidades potencializa ansiedade, irritabilidade e cansaço mental.

[related_posts]

Distúrbios do sono agravam o quadro

Alterações de sono, frequentes nessa etapa da vida, comprometem ainda mais a cognição. A privação de descanso adequado prejudica atenção, memória e velocidade de processamento de informações, contribuindo para a sensação de esgotamento.

Quando buscar avaliação profissional

Apesar de leves mudanças cognitivas serem comuns, sintomas intensos ou progressivos exigem investigação. Condições como ansiedade crônica, burnout, transtorno de déficit de atenção não diagnosticado, distúrbios endocrinológicos e outras doenças podem acentuar as dificuldades e requerer tratamento específico.

Especialistas defendem uma abordagem integral da perimenopausa, que considere não apenas o sistema reprodutivo, mas também as dimensões neurológica e emocional, a fim de reduzir culpa e autocrítica e favorecer estratégias de cuidado mais eficazes.

Com informações de Folha Vitória

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email