A Sierra, empresa de inteligência artificial fundada por Bret Taylor, anunciou nesta segunda-feira (4) a captação de US$ 950 milhões em uma rodada liderada pelos fundos Tiger Global e GV. Com o novo aporte, a avaliação pós-dinheiro da companhia ultrapassa a marca de US$ 15 bilhões.
Segundo a Sierra, o montante eleva o caixa disponível para mais de US$ 1 bilhão, valor que será direcionado à expansão da plataforma com a ambição de torná-la o padrão global para experiências de atendimento ao cliente apoiadas por IA.
Crescimento acelerado
A startup começou há poucos anos com apenas quatro parceiros de design e hoje afirma atender mais de 40% das empresas que compõem a lista Fortune 50. Agentes criados em sua plataforma já realizam bilhões de interações, incluindo refinanciamento de hipotecas, processamento de sinistros de seguros, gestão de devoluções e campanhas de arrecadação para organizações sem fins lucrativos.
O desempenho financeiro acompanha o ritmo de adoção. A empresa informou ter alcançado US$ 100 milhões em receita anual recorrente (ARR) no fim de novembro e, em fevereiro, já divulgava a marca de US$ 150 milhões.
Custo inicial alto, mas resultados surgem
Bret Taylor, que também preside o conselho da OpenAI e foi copresidente-executivo da Salesforce, destaca que o uso de “IA agente” tende a reduzir custos e aumentar receitas dos clientes, embora a fase de implantação demande investimentos consideráveis.
Esse cenário foi citado pelo diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, durante evento StrictlyVC na semana passada. Ele contou que a empresa “estourou” rapidamente o orçamento destinado a IA após adotar ferramentas de agentes no fim do ano passado, mas já enxerga ganhos concretos: cerca de 10% de todo o código produzido pelos 8 mil engenheiros da Uber é gerado de forma autônoma. Um exemplo prático foi a integração para reservas de hotéis, concluída em seis meses, metade do tempo previsto em processos tradicionais.

Imagem: Internet
Novas ferramentas
Em abril, a Sierra lançou o Ghostwriter, serviço que cria e implementa automaticamente outros agentes a partir de instruções em linguagem natural, ampliando a oferta além do atendimento ao cliente.
Durante a conferência HumanX, realizada em São Francisco no mês passado, Taylor argumentou que muitos softwares corporativos são subutilizados e que, no futuro, as pessoas não precisarão mais navegar por sistemas complexos — tarefa que, segundo ele, será assumida por agentes inteligentes como os da Sierra.
Com informações de TechCrunch







