A Honda revisou sua estratégia de eletrificação para o mercado norte-americano e calcula um impacto contábil de aproximadamente US$ 15,8 bilhões em consequência da mudança de rota, informaram executivos da companhia.
Cancelamento de projetos
Como parte do ajuste, três projetos de veículos 100% elétricos destinados aos Estados Unidos foram cancelados. A empresa passa a concentrar recursos no desenvolvimento de tecnologias híbridas, consideradas agora o principal vetor de crescimento no país.
Ciclos de vida mais longos
A nova diretriz altera o cronograma de produtos. Modelos de grande volume terão seu ciclo de vida ampliado, com novas gerações programadas apenas para o fim da década ou início dos anos 2030. Entre os carros afetados estão:
- Honda Accord – pode migrar para motorização exclusivamente híbrida;
- Honda HR-V – ciclo pode chegar a cerca de dez anos;
- Honda Odyssey – continuará em produção por período prolongado antes da próxima geração.
Segundo a montadora, a medida busca aumentar a rentabilidade de plataformas já consolidadas enquanto os novos investimentos são reorganizados.
Híbridos ganham prioridade
Com o recuo nos elétricos puros, a Honda direciona capital para uma nova geração de sistemas híbridos. A previsão é lançar 13 modelos equipados com essa tecnologia a partir de 2027. Para veículos maiores, estão em desenvolvimento conjuntos híbridos com motor V6 e possível tração integral, com metas de eficiência superiores às dos modelos atuais a combustão.

Imagem: Internet
Preocupação na rede de concessionárias
Representantes da rede autorizada reconhecem o cenário desafiador para os elétricos, mas avaliam que a extensão dos ciclos de produto pode prejudicar a competitividade da marca. A menor frequência de lançamentos tende a impactar a atração de novos clientes e a renovação do interesse dos atuais, especialmente em segmentos onde rivais atualizam seus portfólios com maior rapidez.
As mudanças fazem parte de um redesenho global da estratégia de eletrificação da Honda, que mantém o compromisso de reduzir emissões, mas ajusta o ritmo de investimentos diante dos custos elevados e da adoção mais lenta dos veículos elétricos nos Estados Unidos.
Com informações de Car Blog






