Uma investigação da Bloomberg revelou que 19 dos 20 mercados estaduais de seguros de saúde dos Estados Unidos repassaram dados pessoais de solicitantes a empresas de publicidade e tecnologia, entre elas Google, LinkedIn, Meta, Snap e TikTok. Os compartilhamentos ocorreram por meio de pequenos rastreadores de pixel incorporados nos sites oficiais dos programas.
O que foi compartilhado
De acordo com o levantamento, a plataforma do estado de Nova York transmitiu a esses serviços informações sobre o preenchimento de campos que indicavam, por exemplo, se o requerente possuía familiares encarcerados. Já o portal do Distrito de Colúmbia coletou sexo e raça dos usuários; o pixel do TikTok tentou ocultar parte desse conteúdo, mas deixou outras etnias expostas. Além disso, e-mail, número de telefone e identificadores de país também foram enviados à rede social chinesa.
Reações dos estados
Após a descoberta, o Distrito de Colúmbia suspendeu a implantação do rastreador do TikTok. Na Virgínia, o código do Meta foi removido porque transmitia CEPs dos moradores à empresa.
Risco ampliado
Rastreadores em pixel são amplamente usados para análise de audiência e publicidade, mas, quando mal configurados, podem vazar dados de saúde altamente sensíveis. O problema não é novo no setor privado, mas a investigação mostra que a prática também afeta sites governamentais e pode alcançar um contingente expressivo da população: mais de sete milhões de norte-americanos contrataram planos de saúde por meio dos mercados estaduais em 2026.

Imagem: Getty
Com informações de TechCrunch







