O presidente-executivo da Robinhood, Vlad Tenev, afirmou que mais de 150 mil investidores de varejo participaram da oferta pública inicial (IPO) do Robinhood Ventures Fund I, veículo que dá acesso a participações em empresas de tecnologia ainda privadas, como Stripe, Oura, Databricks e OpenAI. A informação foi dada durante o evento Future of Everything, organizado pelo The Wall Street Journal nesta semana.
Lançado em março, o fundo é negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) e integra a estratégia da fintech de “democratizar” o mercado, conceito que a companhia introduziu anteriormente com as operações sem taxa de corretagem.
Tenev explicou que o fundo funciona “como uma firma de venture capital de capital aberto, com liquidez diária”, sem exigência de investidor qualificado e sem cobrança de carry — parcela de aproximadamente 20% dos lucros normalmente retida pelos gestores de fundos tradicionais. O custo para o investidor, segundo ele, resume-se a uma taxa de administração competitiva.
De “unicórnios” a “empresas de fronteira”
O executivo observou que o termo “unicórnio”, usado para startups avaliadas em US$ 1 bilhão, tornou-se insuficiente diante de companhias privadas que já levantam capital com valores próximos a US$ 900 bilhões. “Chamamos essas empresas de frontier companies”, disse Tenev, acrescentando que algumas podem atingir valorizações na casa dos trilhões antes mesmo de abrirem capital — estágio que, até agora, exclui o investidor pessoa física.
Além de OpenAI, o primeiro fundo da Robinhood tem exposição a nomes como Mercor, Ramp, Airwallex e Boom. Para Tenev, permitir que o público participe dessas rodadas no início do ciclo — desde a captação seed ou Série A — é o próximo passo para ampliar o envolvimento do varejo em mercados que permanecem majoritariamente privados.

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“Os investidores de varejo deveriam entrar no térreo e se beneficiar da valorização que cada vez mais acontece antes do IPO”, declarou o executivo.
Com informações de TechCrunch






