“Melania”, documentário que retrata a vida da primeira-dama Melania Trump, fechou o primeiro fim de semana em cartaz com estimativa de US$ 7,04 milhões nas bilheterias norte-americanas.
O resultado colocou a produção na terceira posição do ranking do período, atrás do suspense “Send Help”, dirigido por Sam Raimi, que somou US$ 20 milhões, e da adaptação do jogo “Iron Lung”, de Mark Fischbach (Markiplier), que alcançou US$ 17,8 milhões.
A Amazon desembolsou US$ 40 milhões para adquirir os direitos do filme e investe cerca de US$ 35 milhões em marketing. Mesmo superando as previsões iniciais — que variavam de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões —, o retorno é considerado insuficiente para cobrir o alto custo da operação exclusivamente nos cinemas.
O valor pago pela empresa ficou US$ 26 milhões acima da oferta da Disney, o que levantou críticas sobre possíveis motivações políticas. O executivo Ted Hope, que trabalhou na Amazon entre 2015 e 2020, classificou o negócio como “o documentário mais caro já feito que não envolve licenciamento musical” e questionou se a aquisição não representaria uma tentativa de ganhar a simpatia do governo Trump.
Dirigido por Brett Ratner, “Melania” marca o primeiro trabalho do cineasta desde 2017, ano em que ele foi acusado de assédio sexual — acusações que Ratner nega. Segundo a revista Rolling Stone, dois terços da equipe de Nova York pediram para não ser oficialmente creditados.
O filme não foi exibido para a imprensa antes da estreia e vem recebendo críticas duras: registra 7% no Metacritic e 10% no Rotten Tomatoes. A colunista Manohla Dargis, do The New York Times, descreveu o documentário como um relato “muito restrito e cuidadosamente controlado” dos 20 dias que antecederam a posse do presidente Donald Trump em 2025.

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Apesar das críticas, Kevin Wilson, chefe de distribuição teatral doméstica da Amazon MGM, avaliou o resultado inicial como “um passo importante” e afirmou que a empresa aposta na “longa vida útil” do filme e de uma série derivada prevista para o Prime Video.
Antes do lançamento, o CEO da Apple, Tim Cook, assistiu a uma sessão privada na Casa Branca. A própria Melania Trump, entretanto, não participou de exibições públicas nem de eventos promocionais.
Com informações de TechCrunch







