A Stilta, plataforma que aplica inteligência artificial à pesquisa de propriedade intelectual, anunciou nesta terça-feira (19) uma rodada seed de US$ 10,5 milhões. O aporte foi liderado pela Andreessen Horowitz (a16z) e contou com a participação da Y Combinator e de executivos de empresas como OpenAI, Legora e Lovable.
Fundada por Oskar Block, Tobias Estreen, Petrus Werner e Oscar Adamsson, a companhia quer reduzir o custo e o tempo gastos na preparação de litígios de patentes. “O software funciona como uma equipe de advogados”, disse Block, que ocupa o cargo de CEO.
Como a ferramenta opera
O usuário insere o número da patente e materiais relevantes na plataforma. A partir daí, uma rede de agentes de IA trabalha em paralelo para:
- localizar possíveis conflitos com outras patentes;
- apontar invenções semelhantes que possam ser aplicáveis;
- reunir histórico de depósitos, decisões judiciais e demais documentos.
Ao final, o sistema entrega um relatório considerado “nível litígio”, incluindo quadros de reivindicações e citações precisas das evidências. O profissional jurídico permanece responsável por orientar a análise, sem perder o controle do processo, reforça o executivo.
Origem da ideia
Block começou a empreender aos 18 anos, criando modelos de machine learning para apostas esportivas. Depois de atuar em consultoria de integração de IA e em uma empresa de caminhões autônomos, percebeu como o trâmite de patentes era feito manualmente. A constatação, reforçada por conversas com o pai advogado de patentes de Estreen, levou à criação da Stilta.

Imagem: Internet
Mercado e concorrência
Com o avanço da IA, o segmento de legal tech ganhou fôlego. Entre os concorrentes da Stilta estão Solve Intelligence e DeepIP. Block afirma que a análise de grandes volumes de documentos já é dominada por algoritmos, mas a decisão final dos casos continua nas mãos de humanos.
Segundo o CEO, muitas empresas mantêm patentes sem nunca analisá-las ou licenciá-las devido ao custo elevado. Ao baratear esse processo, a startup espera ajudar companhias a extrair valor de portfólios até então esquecidos.
Com informações de TechCrunch







