Munique (Alemanha) – Poucas horas depois de apresentar o conceito Vision BMW ALPINA no Concorso d’Eleganza Villa d’Este, o chefe de design da BMW para as séries Upper Mid-Size, Luxury Class e ALPINA, Maximilian Missoni, revelou os próximos passos da marca incorporada em 2022.
Primeiro ALPINA sob comando BMW
Segundo Missoni, o primeiro ALPINA desenvolvido integralmente dentro do grupo estreia em 2027. O modelo usará a base do sedã Série 7 de código interno G72 e sairá de fábrica com motor V8; versões 100 % elétricas virão em seguida. A estratégia de propulsão mista, disse o executivo, segue a “abrangência tecnológica” aplicada hoje à própria BMW.
Liberdade de criação ampliada
O designer afirmou que a integração à estrutura da BMW dá à ALPINA mais autonomia estética do que a empresa possuía como fabricante independente. Antes limitada a adaptar veículos já prontos, a marca agora participa desde as etapas iniciais de engenharia e pode propor carrocerias exclusivas.
Conceito de 5,23 m antecipa identidade
Com 5,23 metros de comprimento e motor V8, o Vision BMW ALPINA serve como manifesto de estilo, mas não como réplica exata de um futuro carro de produção. Elementos clássicos, como a faixa lateral “Deco Line” — aplicada sob o verniz transparente e inspirada no grafismo de esquis Fischer usado nos anos 1970 —, foram revisitados para criar uma linguagem de “luxo discreto”.
Diferenças claras entre ALPINA e BMW M
Missoni garantiu que não há sobreposição com a divisão M. Enquanto os modelos M priorizam desempenho de pista e respostas rápidas, os ALPINA focam conforto, luxo e capacidade de cruzeiro a 300 km/h, velocidade que impõe exigências aerodinâmicas específicas ao desenho externo.
Sensores: o novo desafio
Contrariando a expectativa de que a segurança de colisão restringiria o design, o executivo apontou os múltiplos sensores de assistência ao motorista como maior obstáculo atual. Câmeras, radares e scanners precisam ficar expostos o bastante para funcionar, mas discretos para não comprometer o estilo.

Imagem: Internet
Personalização intermediária
Aos clientes dispostos a pagar entre US$ 250 mil e US$ 300 mil, a BMW oferecerá dois níveis de individualização: combinações pré-curadas ou escolhas totalmente abertas de cores e materiais. O atendimento não chegará ao patamar “ateliê” da Rolls-Royce, mas incluirá espaços ALPINA em concessionárias selecionadas.
Planos de produtos
A ofensiva começará pelo topo da gama. Missoni não confirmou variantes cupê ou utilitários esportivos, mas afirmou que tais formatos “são imagináveis” após o lançamento do sedã. Todas as futuras versões, incluindo elétricas, receberão ajustes de hardware ou software para preservar o “caráter ALPINA”.
O antigo complexo da ALPINA em Buchloe permanece dedicado à manutenção de modelos clássicos, enquanto engenharia e design migraram para Munique.
Com informações de BMWBlog






