Uma operação conjunta de agências de segurança pública de vários países desativou o serviço de VPN “First VPN” e prendeu seu administrador, acusado de facilitar atividades cibercriminosas.
A ofensiva foi anunciada nesta quinta-feira (21/05). Segundo um alerta do FBI, ao menos 25 gangues de ransomware recorriam ao First VPN para mascarar ações ilícitas. A rede privada virtual também era utilizada para varreduras na internet, controle de botnets, ataques de negação de serviço (DDoS) e golpes on-line. A infraestrutura da empresa incluía servidores em 27 países.
Em nota, a Europol informou que, além de conexões anônimas, o provedor oferecia pagamentos sem identificação, infraestrutura oculta e outros serviços voltados especificamente a hackers. “O First VPN estava presente em praticamente todas as grandes investigações de cibercrime apoiadas pela Europol nos últimos anos”, destacou a agência.
O serviço era divulgado em fóruns de cibercrime, inclusive em pelo menos dois mercados virtuais de língua russa, prometendo aos clientes proteção contra rastreamento. Em uma das postagens, o First VPN alegava não manter registros que pudessem vincular endereços IP a usuários e afirmava guardar apenas e-mail e nome de usuário.
As autoridades contestam essa narrativa. De acordo com a Europol, investigadores obtiveram o banco de dados do serviço e identificaram conexões de VPN que expuseram milhares de usuários ligados ao ecossistema cibercriminoso. Todos foram notificados sobre a derrubada da plataforma e informados de que foram identificados.

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A operação resultou na prisão do administrador, na remoção de dezenas de servidores e na interrupção completa da infraestrutura do First VPN. A investigação teve início em dezembro de 2021.
Com informações de TechCrunch





