Penn State, 23 de fevereiro de 2026 – Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State) identificaram como pequenas alterações químicas transformam o polímero condutor PEDOT:PSS em um material altamente elástico e capaz de transportar eletricidade, característica essencial para dispositivos médicos implantáveis de próxima geração.
A equipe liderada por Enrique Gomez, professor de engenharia química e associado de inclusão da faculdade de engenharia da instituição, utilizou microscopia eletrônica criogênica (cryo-EM) para observar o plástico em escala atômica. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
Como o material foi analisado
Gotas do polímero foram envolvidas por uma película nanométrica e submetidas a mergulho em etano líquido a –180 °C, temperatura que preserva a amostra durante a exposição ao feixe de elétrons do microscópio. Em diferentes preparações, os cientistas adicionaram vários tipos de sais e ajustaram o teor de água.
Fibras “em forma de bigode” ampliam a condução
Nas imagens obtidas, apareceram fibras parecidas com fios de cabelo, responsáveis por criar caminhos para elétrons e íons. A frequência dessas estruturas aumentou conforme determinados sais eram incorporados, elevando a condutividade do PEDOT:PSS. A presença de água, por sua vez, amoleceu o material, tornando-o mais maleável sem reduzir significativamente o transporte de carga elétrica.
Função da água e dos sais
Segundo os pesquisadores, o absorvente de água deixa o polímero semelhante a um gel esticável, condição ideal para contato com tecidos biológicos. Entre os aditivos testados, sais de lítio intensificaram essa absorção. Quando seco, porém, o material perde flexibilidade e se torna frágil, indicando que a água é decisiva para conservar suas propriedades mecânicas.

Imagem: Internet
Aplicações possíveis
Por combinar alto alongamento e estabilidade elétrica, o novo arranjo do PEDOT:PSS pode beneficiar marcapassos de maior duração, sensores de glicose implantáveis, eletrodos dérmicos e exames de eletromiografia. O grupo pretende aprofundar a investigação sobre como diferentes sais moldam a formação das fibras e, assim, otimizar o desempenho do plástico em bioeletrônica.
Com informações de Nanowerk







