Físicos identificaram oscilações quânticas originadas no interior de um isolante, contrariando a hipótese de que o fenômeno ocorreria apenas na superfície. O achado, descrito em 31 de outubro de 2025 na revista Physical Review Letters, envolve o composto boreto de itérbio (YbB12) submetido a campos magnéticos de 35 teslas — intensidade cerca de 35 vezes superior à de aparelhos de ressonância magnética.
A pesquisa foi conduzida pelo professor Lu Li, da Universidade de Michigan, em colaboração com mais de uma dezena de cientistas de seis instituições dos Estados Unidos e do Japão. Os experimentos ocorreram no National Magnetic Field Laboratory, considerado o maior e mais potente laboratório de ímãs do mundo.
Oscilações quânticas costumam ser observadas em metais, onde os elétrons se comportam como “molas” cuja vibração varia conforme o campo magnético aplicado. Nos últimos anos, porém, esse efeito também foi detectado em isolantes, levantando a dúvida sobre se ele se limita à superfície dos materiais ou se surge em toda a estrutura.
De acordo com Li, os resultados apontam para a segunda opção: “É todo o composto que se comporta como metal, apesar de ser um isolante”, afirmou. Esse “duplo comportamento” reforça o que o pesquisador chama de “nova dualidade” — a capacidade de determinados materiais atuarem simultaneamente como condutores e isolantes.

Imagem: Internet
Apesar de ainda não haver aplicações práticas imediatas, o trabalho abre caminho para estudar como aproveitar esse comportamento metálico em condições menos extremas. O estudo recebeu apoio da Fundação Nacional de Ciência (NSF) e do Departamento de Energia dos EUA.
Com informações de Nanowerk






