A Cursor apresentou nesta quinta-feira (5) o Automations, um sistema que permite ativar agentes de codificação dentro do ambiente de desenvolvimento sem a necessidade de prompts manuais. O recurso pode ser disparado por eventos como novas linhas adicionadas ao repositório, mensagens no Slack ou até por agendamentos em cronômetro.
Segundo a companhia, o objetivo é reduzir a carga de supervisão sobre engenheiros que hoje precisam acompanhar dezenas de agentes simultaneamente. “Os humanos não saem do processo, mas deixam de ser os iniciadores o tempo todo; são chamados no momento certo dessa esteira”, explicou Jonas Nelle, chefe de engenharia para agentes assíncronos da Cursor.
Funcionamento e casos de uso
O conceito já era testado no Bugbot, ferramenta que revisa cada novo trecho de código em busca de erros. Com o Automations, a funcionalidade foi ampliada para auditorias de segurança mais detalhadas e análises aprofundadas. “Gastar mais tokens para encontrar problemas mais difíceis tem se mostrado muito valioso”, disse o líder de engenharia Josh Ma.
De acordo com a empresa, centenas de automações são executadas por hora. Entre os exemplos citados estão:
- Resposta a incidentes: alertas do PagerDuty disparam um agente que consulta registros de servidores via conexão MCP;
- Relatórios semanais: um agente envia resumos das mudanças no código para o Slack da empresa.
Mercado aquecido e crescimento
O lançamento ocorre em meio à disputa acirrada no segmento de codificação por agentes, que recentemente recebeu novidades de OpenAI e Anthropic. Dados da Ramp indicam que a fatia de mercado da Cursor permanece em torno de 25% dos clientes de IA generativa desde maio.

Imagem: Internet
Apesar da estabilidade na participação, o setor em expansão impulsionou a receita anual da Cursor, que ultrapassou US$ 2 bilhões, valor que dobrou nos últimos três meses, segundo reportagem da Bloomberg divulgada no início da semana.
Com informações de TechCrunch







