God of War: Sons of Sparta aposta em metroidvania, mas enfrenta problemas de identidade, diz crítica

Uma análise publicada pelo site norte-americano GameSpot avalia que God of War: Sons of Sparta, novo derivado da série da Sony Santa Monica, entrega uma experiência “razoável, porém nada memorável” dentro do gênero metroidvania.

Quem

O jogo acompanha versões adolescentes de Kratos e de seu irmão Deimos, enquanto um Kratos adulto narra os acontecimentos para a filha, Calliope.

O que

A crítica aponta que o título sofre com “crise de identidade”, conciliando sem sucesso o combate característico de God of War com mecânicas tradicionais de exploração e progressão de metroidvanias.

Como

Entre os principais pontos negativos listados:

  • Exploração engessada: habilidades concedidas por “dádivas dos deuses” funcionam de forma rígida, limitadas a situações pré-definidas e pouco criativas.
  • Controles de movimento pesados: Kratos adolescente desloca-se lentamente; o rolamento vira a forma mais rápida de locomoção, e a combinação entre corrida e pulo duplo não é permitida.
  • Recursos tardios: sistemas de viagem rápida e marcação fotográfica, que facilitariam a navegação, só são liberados após a metade ou quase no final da campanha.
  • Combate assimétrico: golpes aplicados aos inimigos carecem de impacto visual, enquanto ataques recebidos demonstram força significativa. Chefes incluem criaturas menos conhecidas da mitologia grega, como Ioke e Skolopendra.
  • Bioma “congelado”: trecho em área nevada reduz drasticamente a velocidade do personagem, exigindo acender piras para recuperar mobilidade, o que prolonga a sensação de arrasto.

Pontos positivos

Apesar das críticas, o texto elogia:

  • Sistema de combate abrangente: integração de magia aos golpes físicos e possibilidade de customizar lança, escudo e habilidades.
  • Recarga de vida manual: cantil que permite ao jogador escolher quanto curar, aumentando a tensão nos confrontos.
  • Visual: arte em “falso pixel” com cenários pintados que se destacam pela beleza.
  • Narrativa: evolução de Kratos, que passa a questionar regras espartanas e assume responsabilidade própria, oferecendo camadas emocionais inesperadas.

Por quê

Para o GameSpot, a soma de ideias pouco originais em level design, controles travados e ritmo prejudicado faz com que “seja difícil recomendar” Sons of Sparta, mesmo com momentos de boa ação e história cativante no terço final.

A análise conclui que o jogo “planta” passagens divertidas, mas obriga o jogador a “atravessar um terreno congelado” de decisões de design até encontrá-las.

Com informações de GameSpot

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email