Estudo aponta que 400 km viraram requisito mínimo para frotas adotarem carros elétricos na Holanda

Quarenta por cento dos motoristas de carro corporativo com leasing na Holanda já utilizam veículos elétricos, indica pesquisa encomendada pela BMW com 655 clientes de frota e condutores de carros de empresa. O levantamento mostra que uma autonomia de 400 quilômetros passou a ser o ponto de corte para a adoção comercial dos elétricos.

Políticas internas impulsionam a transição

Segundo o estudo, mais de um terço dos participantes está sujeito a determinações da empresa que obrigam a escolha de veículos 100% elétricos. Entre os demais, preço do leasing e conforto de condução são os fatores decisivos; questões ambientais influenciam menos de 10% das decisões.

Autonomia de 400 km é considerada essencial

Questionados sobre a autonomia aceitável para o próximo veículo de leasing, quase todos os entrevistados sem exigência corporativa estipularam 400 km como mínimo, e um terço deles exigiu mais de 500 km. Os motivos citados incluem reduzir paradas para recarga, manter equivalência com modelos a combustão e garantir flexibilidade para viagens de trabalho e férias.

A resistência, contudo, ainda é expressiva: 40% dos respondentes não escolheriam um elétrico como próximo carro da empresa. Esse grupo, formado principalmente por usuários de gasolina, diesel ou híbridos plug-in, aponta limitação de alcance e frequência de recarga como principais barreiras. Aproximadamente 15% destacam o desejo de poder escolher o tipo de motorização e não depender da infraestrutura de recarga.

Entre os 60% dispostos a optar por um elétrico, 70% já dirigem modelos desse tipo, sugerindo que a experiência prática é o fator de conversão mais eficaz.

BMW promete autonomias maiores

Em resposta às preocupações, a BMW destaca avanços tecnológicos: a autonomia de seus elétricos evoluiu de pouco mais de 100 km no i3 de 2013 para mais de 1.000 km no atual iX3. O mesmo iX3 pode recuperar 372 km de alcance em uma parada de 10 minutos. Já os modelos de volume da marca ultrapassaram recentemente a barreira psicológica dos 500 km no ciclo WLTP, caso dos futuros iX1, iX2 e MINI Countryman, previstos para 2026.

Com a meta de 400 km consolidada como referência para frotas, fabricantes e gestores de mobilidade corporativa ajustam estratégias para acelerar a eletrificação sem comprometer a operação diária.

Com informações de BMW Blog

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