Los Angeles (EUA) – Folarin Balogun anotou dois gols na vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai por 4 a 1, nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, na abertura do Grupo D da Copa do Mundo. O atacante de 24 anos, dirigido por Mauricio Pochettino, nasceu em território norte-americano por uma circunstância incomum: sua mãe, grávida de sete meses, foi impedida de embarcar de volta à Inglaterra em 2001.
Um nascimento imprevisto
Florence Balogun e o marido, Ben, ambos de origem nigeriana e residentes em Londres, planejavam regressar à capital britânica quando a companhia aérea vetou o voo devido ao estágio avançado da gestação. Em 3 de julho de 2001, em Nova York, nasceu Folarin, que adquiriu automaticamente a cidadania dos Estados Unidos. Poucas semanas depois, a família retornou à Europa.
Formação na Inglaterra e destaque na França
Criado em Londres, Balogun ingressou na academia do Arsenal aos oito anos e percorreu todas as categorias de base até estrear profissionalmente em 2020. Em seguida, passou por empréstimo pelo Middlesbrough e ganhou projeção internacional ao marcar 21 gols pelo Reims na temporada 2022-2023 da Ligue 1. O desempenho levou o Monaco a contratá-lo por cerca de 40 milhões de euros em 2023.
Escolha pela seleção norte-americana
Também em 2023, o atacante decidiu representar os Estados Unidos, utilizando o direito conferido pelo local de nascimento. Na estreia em Copas, no estádio da região metropolitana de Los Angeles, balançou a rede duas vezes no primeiro tempo e assumiu a artilharia provisória do torneio.
Debate sobre cidadania por nascimento
A presença de Balogun ocorre em meio a mudanças propostas pelo governo do presidente Donald Trump. Em janeiro de 2025, uma ordem executiva visou encerrar a concessão automática de cidadania a filhos de estrangeiros em situação irregular – política apelidada de “bebês âncora”. Contestada na Justiça, a medida aguarda decisão da Suprema Corte, após pedido do governo, em março, para que parte das restrições entre em vigor enquanto prosseguem as ações judiciais.

Imagem: Internet
Se as regras sugeridas estivessem vigentes em 2001, Balogun não teria obtido passaporte norte-americano e não poderia vestir a camisa da equipe que hoje lidera na Copa do Mundo.
Com informações de Agência Brasil







