GM aposta em baterias de sódio para abastecer data centers e a rede elétrica

A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (9) dois novos passos para entrar no mercado de armazenamento de energia. O principal movimento é a parceria com a startup Peak Energy para desenvolver uma química inédita de baterias de íon-sódio voltada a aplicações em larga escala na rede elétrica.

Segundo Kurt Kelty, vice-presidente de baterias e sustentabilidade da GM, as características dessas células atendem às demandas de sistemas estacionários de energia. Fora da China, nenhum outro fabricante de automóveis havia divulgado planos para produzir baterias de íon-sódio.

Nova química e cronograma

As primeiras células da GM devem entrar em produção piloto no Battery Cell Development Center em 2028. A montadora estima que o novo centro de desenvolvimento reduzirá em cerca de um ano o processo de comercialização, ajudando a cortar custos. A empresa não divulgou o valor específico investido no projeto, mas já destinou US$ 900 milhões para a comercialização de novas químicas de baterias.

Vantagens e desafios do íon-sódio

As baterias de íon-sódio funcionam de forma semelhante às de íon-lítio, porém substituem materiais-chave para torná-las mais baratas, duráveis e menos suscetíveis ao superaquecimento. Em contrapartida, precisam ser maiores e mais pesadas para armazenar a mesma quantidade de energia.

A Peak Energy já trabalhava com sistemas de armazenamento baseados em sódio. Como esses módulos geram menos calor, não exigem sistemas de refrigeração nem de supressão de incêndio, reduzindo custos iniciais e de manutenção, explicou Paul Menson, diretor de comercialização de armazenamento de energia da GM.

Parcerias com LG Energy Solution e Redwood Materials

Enquanto as células de íon-sódio não chegam ao mercado, a GM fornecerá baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) à LG Energy Solution para seus sistemas de armazenamento. A LG já é parceira da montadora na joint venture Ultium, que produz baterias para veículos elétricos.

A GM também ampliará a cooperação com a Redwood Materials, responsável por reciclagem de baterias. A montadora mantém um fluxo de cerca de 10 mil pacotes de baterias usadas para a Redwood, que opera um microrrede de 12 MW/63 MWh com packs de segunda vida em um data center da Crusoe, em Sparks (Nevada).

Como parte do novo acordo, a GM comprará da Redwood um sistema de 7,2 MWh para uma fábrica em Michigan, investimento que, segundo estimativas, gerará economia de aproximadamente US$ 3 milhões ao longo da vida útil do equipamento. A companhia planeja instalar soluções semelhantes em todas as suas unidades fabris.

Data centers e instalações industriais utilizam as baterias de maneiras distintas: enquanto centros de dados recorrem aos módulos quase continuamente para atenuar variações de potência de GPUs, fábricas tendem a aplicá-los no corte de picos de demanda e na garantia de energia de reserva em quedas na rede.

Com essas iniciativas, a GM se junta a outras montadoras, como Ford, que já convertem capacidades de produção de baterias para aplicações estacionárias, e reforça a corrida por fontes estáveis de energia diante da expansão de data centers dedicados à inteligência artificial.

Com informações de TechCrunch

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email