Um ano após assassinato de Wallace Lovato, Justiça manda cinco acusados a júri popular

Passados doze meses da morte do empresário Wallace Lovato, baleado na Praia da Costa, em Vila Velha, a Justiça capixaba determinou que cinco suspeitos sejam julgados pelo Tribunal do Júri. O crime ocorreu na tarde de 9 de junho de 2025.

Réus e acusações

Irão a julgamento Bruno Valadares de Almeida, Arthur Neves de Barros, Arthur Laudevino Candeas Luppi, Bruno Nunes da Silva e Eferson Ferreira Alves. Todos responderão por homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Almeida, apontado como mandante, também foi denunciado por constituição e integração de organização armada privada.

Bruno Valadares exercia o cargo de diretor financeiro da Globalsys, empresa criada por Lovato, e havia sido dispensado após a descoberta de desvios que, segundo a investigação, somam cerca de R$ 9 milhões. O dinheiro teria financiado aquisição de imóveis, veículos e joias.

Motivação e planejamento

A auditoria externa contratada por Lovato para apurar as irregularidades teria motivado Almeida a planejar a execução. De acordo com depoimentos, o ex-diretor efetuava pagamentos mensais de R$ 10 mil em espécie a Bruno Nunes, apontado como intermediário do grupo.

Fase policial

Logo após o homicídio, câmeras de segurança identificaram um veículo suspeito. A placa era falsa e o automóvel foi achado no dia seguinte, abandonado próximo à alça da Terceira Ponte. Peritos colheram impressões digitais, enquanto investigadores mapearam o trajeto do carro, que recebeu película nos vidros em 3 de junho.

O serviço de instalação do insulfilm levou a polícia até Arthur Laudevino Candeas Luppi, preso em 14 de junho em Minas Gerais. Em depoimento, ele admitiu ter dirigido o veículo no dia do crime e identificou Arthur Neves de Barros como autor dos disparos, além de citar Eferson Ferreira Alves e Bruno Nunes da Silva como participantes.

Arthur Neves foi localizado na Paraíba; Eferson se apresentou à polícia em 19 de junho. Bruno Nunes permanece foragido. A partir das informações prestadas pelos presos, a Polícia Civil prendeu Bruno Valadares de Almeida em casa, onde encontrou ouro e automóveis de luxo.

Situação atual dos réus

Estão detidos Bruno Valadares, Arthur Luppi, Arthur Neves e Eferson Alves. Bruno Nunes segue procurado.

Homenagem

Para marcar o primeiro aniversário da morte do empresário, familiares participam de uma missa de saudade nesta terça-feira (9 de junho), às 19h30, na Paróquia Bom Pastor, também na Praia da Costa.

Com informações de Folha Vitória

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