A seleção brasileira inicia neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), a busca pelo hexacampeonato da Copa do Mundo. O primeiro compromisso é diante de Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, partida que abre o Grupo C, também formado por Escócia e Haiti.
Retrospecto positivo em estreias
O Brasil carrega invencibilidade de 90 anos em jogos de abertura. A última derrota ocorreu em 1934, diante da Espanha, por 3 a 1, em Gênova. Desde então, foram 17 vitórias e três empates, incluindo o 2 a 0 sobre a Sérvia no Mundial do Catar, em 2022.
Adversário em ascensão
Semifinalista no Catar, Marrocos ocupa o sétimo lugar no ranking da Fifa, logo atrás da seleção brasileira. No encontro mais recente entre as equipes, em 25 de março de 2023, os Leões do Atlas venceram por 2 a 1, em Tânger, com gols de Sofiane Boufal e Abdelhamid Sabiri; Casemiro descontou.
Ciclo marcado por instabilidade técnica
A preparação para 2026 foi uma das mais conturbadas da história da equipe canarinho. Após o interino Ramon Menezes dirigir três amistosos em 2023, Fernando Diniz assumiu com a promessa da chegada de Carlo Ancelotti em 2024. Diniz comandou seis partidas, mas uma sequência de três derrotas nas Eliminatórias e a renovação de Ancelotti com o Real Madrid levaram à sua demissão.
Dorival Júnior foi contratado em janeiro de 2024, mas caiu em março de 2025, depois da goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina em Buenos Aires. Ancelotti, então, foi confirmado em 26 de maio de 2025, apresentado já sob a presidência de Samir Xaud, sucessor interino de Ednaldo Rodrigues. Com o italiano, o Brasil encerrou as Eliminatórias em quinto lugar, pior campanha já registrada pelo país, e o contrato do treinador foi prorrogado até 2030.
Escalação indefinida
Sete atletas que estiveram na derrota para Marrocos em 2023 voltam a ser relacionados: Weverton, Ederson, Ibañez, Bremer, Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. Eder Militão e Rodrygo, também presentes naquela ocasião, ficam fora do Mundial por lesão.
Ancelotti mantém dúvidas nas laterais. Ibañez disputa a direita com Danilo após o corte de Wesley, enquanto Alex Sandro e Douglas Santos brigam pela esquerda. A formação mais provável conta com: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Imagem: Internet
Leões do Atlas reforçados
Do lado marroquino, seis titulares do amistoso de 2023 foram convocados: Bono, Hakimi, Mazraoui, Amrabat, Ounahi e El Khannouss. Lesões tiraram o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli.
Depois da saída de Walid Regragui em março, Mohamed Ouahbi assumiu o comando. Campeão mundial sub-20 em 2025, o técnico promoveu o jovem ponta Gessime Yassine e aposta no atacante Brahim Díaz, do Real Madrid, autor de 14 gols em 26 jogos pela seleção. A provável equipe tem: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.
A partida marcará o primeiro passo de ambos os times rumo às oitavas de final e testará o Brasil após um ciclo de mudanças sucessivas no banco de reservas.
Com informações de Agência Brasil







