A Apple revelou na keynote de segunda-feira (8) da WWDC 2026 os primeiros recursos do “Siri com Apple Intelligence”, versão reformulada do assistente que chegará a iPhones, Macs e ao headset Vision Pro. O anúncio ocorre dois anos após o início do projeto e após um processo de US$ 250 milhões relacionado à tecnologia.
Assistente consciente do contexto pessoal
Segundo a empresa, o novo Siri será capaz de consultar informações inseridas em aplicativos nativos — como Mensagens, Notas, Calendário, Mail e Fotos — para responder a comandos que exijam contexto pessoal. O sistema também analisará o que está visível na tela. Em demonstração conduzida por Justin Titi, diretor sênior de engenharia de IA, o executivo pediu que o assistente lembrasse a sobremesa citada pela filha. O Siri localizou, em segundos, uma mensagem de um mês antes mencionando cookies de coco.
Outro exemplo mostrou o usuário perguntando onde fica um parque visto em uma foto no feed; o assistente, ao reconhecer a imagem, busca a localização correspondente. A integração com aplicativos de terceiros ainda não está confirmada e dependerá dos desenvolvedores.
Processamento no aparelho e na nuvem privada
Funções simples, como resumos de e-mail e criação de emojis por IA, continuarão sendo executadas diretamente no dispositivo. Tarefas mais complexas utilizarão a Private Cloud Compute (PCC), infraestrutura que, de acordo com a Apple, processa dados na nuvem sem que a própria companhia visualize as informações. A fabricante oferece recompensa de até US$ 1 milhão a quem encontrar falhas nesse sistema, e não há registros públicos de invasões.

Imagem: Getty
Controle do usuário
As novas funções poderão ser ativadas ou desativadas nas configurações, permitindo que o usuário escolha se deseja ou não recorrer ao assistente aprimorado.
Com informações de TechCrunch







