Especialista aponta negligência em morte de jovem durante rope jumping em Limeira

A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira (SP) provocou indignação entre praticantes do esporte. O vídeo que mostra a estudante sendo arremessada de uma altura de 40 metros sem qualquer fixação da corda levou o presidente da recém-criada Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antonio de Campos, conhecido como Jota, a classificar o episódio como “erro grotesco”.

Procedimento ignorado

Campos, que salta da mesma ponte desde 2013 e atua comercialmente no local desde 2015, explicou que o protocolo possui duas etapas básicas: vestir o equipamento no participante e, em seguida, conectar a corda antes do salto. “Esqueceram metade da operação”, afirmou o especialista, acrescentando que a vítima foi carregada pelos braços e arremessada pelos instrutores, prática restrita a atletas experientes.

Seis pessoas envolvidas na atividade foram presas após a morte. A Prefeitura de Limeira anunciou que ingressará com ação judicial contra o governo federal, alegando falha de fiscalização na ponte, cuja responsabilidade seria da União.

Ausência de regras oficiais

Diferentemente do bungee jumping, que segue normas definidas, o rope jumping ainda não possui regulamentação nacional. Para Jota, a solução passa por projetos de lei e termos de ajustamento de conduta com prefeituras, permitindo que apenas operadores qualificados ofereçam o serviço. “Proibir não resolve; é preciso regulamentar”, defendeu.

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Rope x bungee

No bungee jumping, a corda elástica é presa aos pés do participante e funciona como um ioiô durante o retorno. Já no rope jumping, duas linhas estáticas são fixadas ao peitoral e à região da cintura, produzindo movimento pendular que dissipa o impacto. A prática do rope jumping começou a ganhar popularidade no Brasil depois de 2013, enquanto o bungee já era conhecido desde a década de 1990.

Maria Eduarda morreu no momento do impacto. O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de normas de segurança para esportes de aventura no país.

Com informações de Folha Vitória

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