Copa do Mundo de 2026 começa hoje com três países-sede e show triplo de abertura

A edição de 2026 da Copa do Mundo tem início nesta quinta-feira (11), às 14h30, marcando a primeira vez que o torneio é organizado simultaneamente por México, Estados Unidos e Canadá. Com 48 seleções – número recorde – a Federação Internacional de Futebol (Fifa) prevê a competição mais ampla e inclusiva da história.

Expectativa global

Segundo a Fifa, aproximadamente 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Catar em 2022. A final entre Argentina e França reuniu mais de 1,5 bilhão de espectadores, tornando-se o evento esportivo mais assistido já registrado. No ambiente digital, o torneio anterior somou cerca de 262 bilhões de visualizações e quase 6 bilhões de interações em diversas plataformas.

Para o presidente da entidade, Gianni Infantino, o futebol “carrega a magia de unir o mundo”, sentimento que a Fifa espera ampliar com a disputa em três nações e maior número de participantes.

Primeiros jogos e marcos históricos

O jogo de abertura repetirá o confronto México x África do Sul, o mesmo que inaugurou a Copa de 2010 – algo inédito desde que o torneio passou a ter uma única partida inaugural. O Estádio Azteca, na Cidade do México, torna-se o primeiro a sediar três cerimônias de abertura (1970, 1986 e 2026).

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Cerimônia com palco triplo

Na véspera do pontapé inicial, os Countdown Concerts levaram shows sincronizados a Cidade do México, Toronto e Los Angeles. O evento combinou transmissões cruzadas e artistas locais:

  • Estádio Azteca (México): Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.
  • Los Angeles (EUA): Katy Perry, Future, Lisa, Rema, Tyla e a brasileira Anitta.
  • Toronto (Canadá): Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

No México, a apresentação destacou elementos culturais como o papel picado, danças tradicionais e participação de artistas indígenas.

Imbróglios migratórios

Antes mesmo do apito inicial, decisões do governo norte-americano geraram controvérsia. Em meio ao conflito com o Irã, autoridades dos EUA endureceram a concessão de vistos:

  • O atacante iraquiano Aymen Hussein ficou retido por horas na imigração, teve o celular inspecionado e só depois foi liberado; outros membros da equipe foram barrados.
  • O árbitro somali Omar Artan foi considerado “inadmissível” ao desembarcar em Miami e perdeu a chance de apitar sua primeira Copa.
  • A delegação iraniana foi impedida de se hospedar no Arizona e transferiu sua base para Tijuana, no México, precisando cruzar a fronteira após cada partida em solo norte-americano. Torcedores iranianos também relataram cancelamento de ingressos.

Mesmo sob polêmicas, a Fifa reforça que a multiplicidade cultural e a audiência recorde sustentam a meta de fazer da Copa de 2026 o maior evento esportivo já realizado.

Com informações de Agência Brasil

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