A BMW confirmou que o próximo M3 elétrico — identificado internamente pelo código ZA0 e previsto para 2027 — abandonará a tradicional fibra de carbono em favor de compósitos de fibra natural, material desenvolvido em parceria com a suíça Bcomp.
Por que a mudança
Segundo Michael Scully, chefe de design da divisão BMW M, o novo material corta em cerca de 40% as emissões geradas no processo de produção em comparação com a fibra de carbono, sem perder resistência nem rigidez. “O ganho ambiental foi decisivo”, afirmou o executivo.
Onde o material será usado
No M Concept Neue Klasse — estudo que antecipa o próximo M3 — a fibra natural aparece em peças de grande superfície, como:
- Splitter dianteiro;
- Teto;
- Difusor traseiro;
- Saídas de ar do capô;
- Espelhos externos do tipo “M”;
- Estruturas de parte dos quatro bancos concha.
Origem e desenvolvimento
A BMW testa compósitos de fibra natural desde a temporada 2019 da Fórmula E. Depois, a tecnologia passou a substituir peças de plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP) no carro de corrida M4 GT4. Para o conceito recente, a marca criou uma trama exclusiva com acabamento semibrilhante, evitando camadas adicionais de verniz para poupar peso.
Personalização e opções
Scully explicou que o desenho da trama pode ser customizado, abrindo espaço para grafismos específicos conforme o modelo. No protótipo, por exemplo, as icônicas faixas M aparecem na borda traseira do teto. Para a versão de rua, espera-se também a oferta de um teto panorâmico de vidro — provavelmente fixo, sem seção de abertura.

Imagem: Internet
O M3 elétrico deve ser o primeiro carro de produção em grande escala da marca a estrear a nova solução estruturada em fibra natural, refletindo a estratégia de reduzir a pegada de carbono em todos os estágios de fabricação.
Com informações de BMWBLOG












