A Warner Music Group (WMG) anunciou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a compra da startup Sureel AI, especializada em atribuição de direitos autorais em conteúdos gerados por inteligência artificial. O valor do negócio não foi divulgado.
A tecnologia patenteada da Sureel AI cria um “DNA de IA” para cada faixa musical, decompondo-a em partes individuais capazes de revelar como modelos de IA utilizam esses elementos durante treinamentos ou na geração de novas obras. Segundo a gravadora, a aquisição reforça a capacidade de proteger, controlar e monetizar o trabalho de artistas e compositores do catálogo.
“Trazer a Sureel para o grupo amplia nossa proteção e garante que a comunidade criativa continue no comando de sua propriedade intelectual, nome, imagem, semelhança e voz”, afirmou o diretor-executivo da WMG, Robert Kyncl, em comunicado.
Plataforma segue independente
Fundada em 2022, a Sureel AI oferece soluções de verificação de procedência de propriedade intelectual, auditoria, relatórios de conformidade, otimização de modelos e inteligência de negócios em IA. A empresa também mantém uma suíte de atribuição de nome, imagem e semelhança (NIL) voltada a rastrear usos de vozes, aparências e estilos de artistas em clones de voz, avatares gerados por IA e reproduções de estilo.
A WMG informou que a startup continuará operando de forma autônoma, atendendo todo o ecossistema de música e inteligência artificial. “Os detentores de direitos precisam saber como a IA interage com suas obras e participar de forma justa do valor gerado”, declarou Tamay Aykut, fundador e presidente-executivo da Sureel AI.

Imagem: Getty
Antecedentes de disputas e acordos
O movimento sinaliza a mudança de postura da Warner em relação à inteligência artificial. Depois de processar a plataforma de geração musical Suno em 2024, a gravadora firmou um acordo de licenciamento no ano passado, garantindo aos artistas controle total sobre a utilização de seus nomes, vozes e composições em criações feitas por IA. A empresa também encerrou uma ação contra a startup Udio, chegando a um acerto semelhante.
Enquanto isso, Sony Music Entertainment e Universal Music Group mantêm processos de infração de direitos autorais contra a Suno, reforçando o debate sobre o uso de obras protegidas no treinamento de sistemas de inteligência artificial.
Com informações de TechCrunch







