A rede social descentralizada Bluesky passou a oferecer nesta quinta-feira (11) a função de chats em grupo, recurso liberado na versão 1.124 do aplicativo. A novidade integra a estratégia da empresa de privilegiar interações em comunidades menores, em vez de concentrar as publicações em um único feed público.
Com o lançamento, grupos de até 50 participantes podem trocar mensagens privadas dentro da plataforma. Embora o limite seja inferior aos 1.000 membros permitidos nos chats da X (ex-Twitter), a Bluesky informou que pretende ampliar essa capacidade no futuro.
Controles de participação
O criador do grupo decide quem pode ingressar e gera um link de convite que pode ser divulgado na web ou inserido em posts da própria Bluesky, exibido como cartão incorporado. Já os usuários podem escolher quem está autorizado a convidá-los: todos, apenas pessoas que eles seguem ou ninguém. Por padrão, vale a opção “somente quem você segue”, a menos que o usuário altere essa preferência nas mensagens diretas.
No primeiro momento, envio de fotos e vídeos não será permitido nos chats coletivos; a empresa afirma que precisa desenvolver ferramentas adicionais de segurança e moderação antes de liberar esse recurso.
Comunidades a caminho
Em publicações recentes, o chefe de produto Alex Benzer detalhou a virada rumo a funcionalidades comunitárias sobre o protocolo AT Proto. Segundo ele, a ideia é que cada comunidade tenha seu próprio endereço — por exemplo, comunidade-exemplo.bsky.social —, com três níveis de privacidade: pública, somente por convite ou privada.
A aposta surge num momento em que a Bluesky contabiliza 44,8 milhões de contas registradas, número bem menor que os 600 milhões de usuários ativos mensais da X. Em abril, a rede de Elon Musk encerrou o recurso Communities alegando pouco uso e excesso de spam, lacuna que a Bluesky tenta agora preencher.

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Outras novidades
O update também adiciona um QR code personalizado para facilitar o compartilhamento de perfis, funcionalidade já vista em outros aplicativos sociais.
Com isso, a plataforma busca atrair usuários interessados em ambientes mais controlados, sustentados por tecnologias abertas e longe das grandes corporações de tecnologia.
Com informações de TechCrunch






