A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, moradores de diferentes bairros do Rio de Janeiro voltaram a enfeitar ruas, becos e escadarias com as cores verde e amarela. A prática, além de celebrar o torneio, tem fortalecido o convívio entre vizinhos e mobilizado crianças em atividades de pintura e criação artística.
Morro do Pinto resgata memórias
Na Rua Capiberibe, no bairro do Santo Cristo, região central, o Centro Cultural Capiberibe 27 coordenou a decoração para reviver lembranças afetivas da comunidade do Morro do Pinto. A vice-presidente da entidade, Isabel Boechat, destacou que o trabalho envolveu moradores de todas as idades. “Deixou de ser só pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”, afirmou.
O material foi custeado por moradores, amigos e comerciantes locais, que também garantiram alimentação para as crianças durante as atividades. Vizinhos de áreas próximas, como Morro da Providência, também colaboraram.
Arte coletiva no Morro do Turano
No Morro do Turano, zona norte, a iniciativa partiu do universitário Silvio Rosa, de 21 anos. Ao lado da namorada, Taíssa Brito, e da artista Anunki, ele organizou um dia de grafite na Alameda Manoel Costa e inscreveu o projeto no concurso “Meu Beco na Copa”, promovido pelo Favela Radical. Apesar da desconfiança inicial de alguns moradores, o grupo contou com a participação entusiasmada das crianças da comunidade.
Vila Isabel mira novo título
Tradicional ponto de encontro em Copas desde 1978, a Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, já está pronta para concorrer ao edital municipal “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa”. Sob a liderança de Celso Mendes, de 48 anos, a “Galera da Pereira Nunes” planeja cada edição do evento ao longo de quatro anos. A via acumula quatro premiações anteriores e busca o pentacampeonato, a exemplo da seleção canarinho.

Imagem: Tânia Rêgo
Concurso municipal
Lançado pela Prefeitura do Rio, o edital premiará as três melhores ruas decoradas: R$ 50 mil para o primeiro lugar, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro. As inscrições foram prorrogadas até 20 de junho no site da Secretaria Municipal de Cultura.
A empolgação dos cariocas ocorre mesmo após 24 anos sem título mundial — o Brasil levantou a taça em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Para muitos moradores, no entanto, a pintura das ruas já se tornou um patrimônio cultural que vai além do resultado em campo.
Com informações de Agência Brasil







